Nova 'lista do bicho' apreendida com Adilsinho aterroriza políticos na Alerj
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Nova 'lista do bicho' apreendida com Adilsinho aterroriza políticos na Alerj

Documento com registros de supostas doações eleitorais ilegais se soma a provas do celular de Rodrigo Bacellar e acende alerta sobre a influência da contravenção na política fluminense


Adilson Oliveira Coutinho Filho (à esquerda), o Adilsinho, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj; ambos foram alvos de operação da PF nesta quinta (2)/Reprodução
Adilson Oliveira Coutinho Filho (à esquerda), o Adilsinho, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj; ambos foram alvos de operação da PF nesta quinta (2)/Reprodução

A Polícia Federal apreendeu com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, listas contendo "registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais". O material, obtido na operação que prendeu o novo "capo" do jogo do bicho, se soma às provas recolhidas no celular do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) e reacendeu o temor de políticos fluminenses.


Adilsinho, descrito pela PF como o "mais sanguinário dos capos do jogo do bicho", é acusado de mandar matar um advogado para eliminar um concorrente no mercado ilegal de apostas. Sua captura exigiu drones e helicóptero, e ele contava com uma rede de proteção de policiais que atrasou sua localização. As listas apreendidas indicam que políticos também não desejavam sua prisão.


O cenário lembra a "lista do bicho" da década de 1990, apreendida com o bicheiro Castor de Andrade, que expôs diversos políticos sem, no entanto, gerar punições além do constrangimento público. Desta vez, porém, a gravidade é maior: a evolução das quadrilhas e o envolvimento de policiais nos homicídios por pontos de jogos descortinaram os riscos da economia ilegal.


O alerta já havia sido dado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, ao afirmar ter sido informado pelo diretor da PF de que "32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebem mesada do jogo do bicho".


As novas provas, que misturam a contravenção e o comando da Alerj, geram uma combinação que lembra tanto a lista dos anos 1990 quanto os desdobramentos da Lava Jato no estado.


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