Marisa Chaves convoca homens para serem agentes da mudança contra o feminicídio
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Marisa Chaves convoca homens para serem agentes da mudança contra o feminicídio

Combate ao feminicídio exige ação dos homens e educação desde a infância, afirma coordenadora do Movimento de Mulheres de São Gonçalo ao Daki


Marisa Chaves em entrevista ao programa Vozes Femininas, na Rádio Aliança FM em São Gonçalo/Foto: Cris Souza
Marisa Chaves em entrevista ao programa Vozes Femininas, na Rádio Aliança FM em São Gonçalo/Foto: Cris Souza

Em entrevista exclusiva ao jornal Daki, a gestora do Movimento de Mulheres de São Gonçalo defendeu uma virada de chave no enfrentamento à violência doméstica. Após participar do programa Vozes Femininas, apresentado por Cris Souza na Rádio Aliança FM, a representante da entidade afirmou que a sociedade precisa parar de tratar o combate ao feminicídio como uma pauta exclusivamente feminina.



Para ela, a comoção e a indignação diante dos crescentes números de assassinatos de mulheres são reações naturais, mas não bastam para resolver o grave problema.


“Enfrentar essa violência exige ir além da revolta. Precisamos envolver os homens como parte ativa da mudança”, declarou. A gestora enfatizou que a transformação deve começar cedo, nas escolas e dentro de casa, por meio de uma educação que desconstrua o machismo estrutural.


A chave para romper os ciclos de violência, segundo ela, está na formação das novas gerações. Investir no ensino da igualdade de gênero, do respeito ao próximo e, principalmente, na capacidade de lidar com frustrações sem recorrer à agressão é o caminho mais eficaz.


“Não se trata apenas de reagir depois que o crime acontece. A nossa prioridade deve ser a prevenção”, ressaltou.


A gestora alertou ainda que a responsabilidade por essa mudança de cultura é coletiva. O poder público, as escolas, as famílias e os meios de comunicação precisam se unir para multiplicar mensagens de não-violência.


Marisa Chaves reforça que a punição rigorosa aos agressores é necessária, mas a verdadeira vitória contra o feminicídio só será alcançada quando meninos aprenderem, desde cedo, que a força não é sinônimo de masculinidade e que o respeito é inegociável.


A entidade, fundada em 1989, segue engajada em projetos de conscientização e na ampliação do diálogo com a comunidade masculina, apostando na corresponsabilidade social para salvar vidas.


São Gonçalo figura entre as cidades com maiores ocorrências de feminicídeo ou tentativas de feminicídeo do Brasil.


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