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Qual é do Lira?

Por Helcio Albano

Presidente da Câmara abraçou o bolsonarismo em 2022/Foto:
Presidente da Câmara abraçou o bolsonarismo em 2022/Foto:

O Lira em condições normais de temperatura e pressão seria apenas mais um medíocre parlamentar a compor a geleia geral do centrão na Câmara. Mas o país enlouqueceu. Veio a Lava Jato e o vale tudo para tirar o PT do poder que deu nisso: em Lira.


Sim, mas antes, deu no seu mentor e mestre: Eduardo Cunha. Que, depois de consumado o ato infame, exclama - sádico, sórdido e cínico: "Que deus tenha misericórdia desta nação". O golpe estava dado e a barafunda política instalada.


De lá para cá a ordem institucional é só barranco abaixo. Com Legislativo e Judiciários hipertrofiados neste processo, e Executivo cada vez mais fragilizado e refém dos dois poderes. Uma verdadeira anomalia que chegou ao ápice na relação Lira-Bolsonaro, com o coisa ruim praticamente terceirizando o seu governo aos caprichos do centrão, que se lambuzou (e se viciou) no orçamento secreto.



O pronunciamento do presidente da Câmara ontem (5) foi uma afronta e um escárnio. E sua ânsia megalomaníaca de se tornar primeiro-ministro na marra tem que ser rechaçada com rigor e vigor. Nem que com chamamento às ruas via instituições, representações de classe e movimentos sociais para afugentar as ratazanas do Congresso para longe dos cofres da União.


O destino do país não pode ficar nas mãos de punguistas do poder alheio como esse deputado alagoano, repleto de capivaras mal explicadas, que não se constrange em chantagear um outro poder da república à luz do sol.


Lira é um perigo.


E tudo fica ainda mais sinistro quando sabemos que o Cunha não sai mais de Brasília, agora como deputado honorário.


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