'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio
- Jornal Daki
- há 1 hora
- 2 min de leitura
Assessor especial da Presidência alerta para risco de alastramento regional das tensões e cita desafio de equilibrar diálogo com EUA sem comprometer credibilidade brasileira

O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa se preparar para o agravamento do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. "Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país em exercício é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior", declarou à GloboNews.
Amorim explicou que o "pior" se refere ao potencial de alastramento vertiginoso das tensões, considerando que o Irã historicamente fornece armamento a grupos xiitas e radicais em outros países da região. O embaixador disse que ainda conversará com o presidente Lula sobre o tema.
A declaração ocorre em meio à escalada militar que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em bombardeios atribuídos a EUA e Israel. O Irã retaliou com mísseis e drones, fechando o Estreito de Ormuz e causando centenas de mortes.
A diplomacia brasileira avalia os impactos do conflito na agenda de Lula com o presidente norte-americano Donald Trump, prevista para meados de março. "É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza", ponderou Amorim.
Em nota, o Itamaraty classificou a escalada como "grave ameaça à paz" e pediu a interrupção de ações militares na região do Golfo, sem citar diretamente os países envolvidos. O governo já prestou solidariedade às nações impactadas pelos ataques retaliatórios.
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