top of page

A 'Seita Cheque' criada para dividir brasileiros: vai dar ruim - por Helcio Albano


Reprodução Internet
Reprodução Internet

A excelentíssima senhora esposa do excrementíssimo da república aceitou fazer um jogo deveras perigoso: incitar mal-estar e cizânia entre brasileiros a partir da religião. Isso tem precedentes históricos trágicos. E mostra que ela, que se diz cristã, não passa de uma vigarista ou fundamentalista desmiolada, na melhor das hipóteses.


Algum "intercessor" poderia lembrar à moça do martírio do próprio Cristo na cruz e depois dos seus irmãos, perseguidos durante três séculos no Império Romano. Ou o episódio da Noite de São Bartolomeu, quando católicos massacraram 30 mil protestantes em Paris no século 16 a mando de Catarina de Médici, mãe do rei Carlos IX, traindo o acordo de paz de Saint German celebrado com o líder huguenote Henrique III de Navarra.



A neta, filha e sobrinha de gente envolvida com tráfico e milícia, poderia se compadecer com o holocausto promovido por Hitler contra os judeus. Se tivesse interesse em antropologia, ela poderia observar como a questão religiosa, num contexto colonial, foi fundamental para dar início à guerra civil em Ruanda, que gerou o genocídio étnico de mais de 1 milhão de tutsis, mortos pelos hutus no início da década de 1990.


Ela também poderia dar um google e se chocar com a semelhança do que prega com o Talibã, no Afeganistão.


Se gostasse de História do Brasil, a mãe da Laura "fraquejada" procuraria na internet palavras-chaves como "Canudos" (BA) e "Contestado" (PR) para ver aonde leva o fanatismo, que ela reedita de modo oportunista e intolerante para fins exclusivamente mundanos.


Deus tá vendo, Micheque! Aliás, e os 89 mil do Queiroz?


Siga @helcioalbano

 

Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.

Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.


POLÍTICA