Ativista brasileiro denuncia estupros e tortura por militares de Israel contra participantes de flotilha humanitária
- Jornal Daki

- há 53 minutos
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Thiago Ávila afirma que agressões sexuais e físicas foram cometidas contra membros da missão que tentava furar bloqueio a Gaza; Itamaraty convoca embaixadora israelense e cobra explicações

O ativista brasileiro Thiago Ávila denunciou que militares de Israel estupraram e torturaram participantes da Flotilha Global Sumud, interceptada na última segunda-feira (18) quando tentava romper o bloqueio naval a Gaza e levar ajuda humanitária. Em vídeo publicado nas redes sociais, Ávila afirmou que houve “muitos casos de violência sexual” contra membros da missão, incluindo estrangeiros e palestinos. Ele também relatou agressões físicas graves. “Muitas pessoas estão com as costelas quebradas, ossos quebrados nos braços, na clavícula. Estamos falando de monstros, de um estado genocida”, declarou.
Segundo Ávila, as 428 pessoas da flotilha foram levadas ao porto de Ashdod e à prisão de Ktzi’ot. A ativista australiana Juliet Lamont também afirmou ter sido estuprada e agredida. Relatos de ONGs apontam choques elétricos, tiros de borracha, posições de estresse e humilhações. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou vídeos de ativistas algemados, vendados e ajoelhados, com a legenda: “É assim que recebemos apoiadores do terrorismo”.
O governo brasileiro convocou a chefe da embaixada de Israel em Brasília, Rasha Athamni, para cobrar explicações. Em nota, o Itamaraty deplorou o “tratamento degradante e humilhante” dispensado por autoridades israelenses, reiterou repúdio à interceptação em águas internacionais e exigiu a libertação imediata de todos os detidos, incluindo quatro brasileiros. Os ativistas Ariadne Teles, Beatriz Moreira, Thainara Rogério e Cássio Pelegrini foram posteriormente deportados e, segundo relatos, enfrentaram bloqueio de acesso consular e impedimento de contato com advogados.
Veja vídeo:
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