De novo candidato, Witzel 'surfa' em Couto, ataca Alerj e detona Cláudio Castro, o 'traidor'
- Jornal Daki

- há 3 horas
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Ex-governador, afastado por impeachment em 2021, credita onda de aprovação do interino à impotência da Assembleia e tenta carona em medidas de austeridade

Oito anos após surpreender o Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel tenta novamente contrariar as previsões e chegar ao Palácio Guanabara. Afastado do cargo em 2021 por um impeachment conduzido pela Alerj, ele vai concorrer pelo Democrata (antigo PMB) e deve ter o nome confirmado na convenção deste sábado (1º).
Desta vez, o ex-governador busca uma “carona” no sucesso do desembargador Ricardo Couto, governador interino mantido no cargo pelo STF. Witzel vê semelhanças com Couto na formação jurídica, na gestão fiscal e, principalmente, na relação conflituosa com a Assembleia Legislativa, a quem culpa por sua queda.
Em sua análise, Witzel afirma que o bom desempenho de Ricardo Couto se deve a um motivo simples: a Alerj não pode fazer nada contra ele. “Sou uma vítima do sistema perverso que existe no Rio de Janeiro, que não aceita um governador que seja isento. O Ricardo Couto só está tendo esse sucesso porque a Assembleia não pode fazer nada com ele”, disse, em referência direta à perseguição que sofreu.
A traição de Cláudio Castro, seu então vice, que assumiu o governo após seu afastamento e posteriormente o traiu politicamente, é outro capítulo citado por Witzel. O ex-governador foi afastado em agosto de 2020 pelo STJ após investigações da PF apontarem desvio de verba na saúde durante a pandemia. Apesar dos processos, que correm no STJ, Witzel afirma que as acusações são infundadas e que pretende “desmascarar” a narrativa construída contra ele.
Agora, ele tenta capitalizar o ambiente de austeridade implantado por Couto e a rejeição à velha política para reescrever sua história, apostando na insatisfação popular com os mesmos atores que, segundo ele, articularam sua queda.
Com informações Folha de S. Paulo.
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