Etiqueta não é frescura, mas educação
- Jornal Daki
- há 2 minutos
- 3 min de leitura
Por Rofa Rogério Araújo

Muitos acham que as famosas regras de etiqueta são, na verdade frescura e não uma questão de educação. E parece que ninguém nota a sua importância como uma regra de convivência com o outro.
As regras de etiqueta servem para garantir a harmonia social, demonstrar respeito e proporcionar conforto coletivo, indo muito além de simples formalidades mecânicas.
Algumas frases e reflexões sobre etiqueta podem inspirar sua função para melhores reflexões:
“A maior regra de etiqueta é a gentileza.” – Isso é algo fundamental como dizia o “profeta”: “Gentileza gera gentileza”.
“A estética atrai, mas a etiqueta mantém a elegância.” – Não são as regras que ditam
“Etiqueta não é sobre exibicionismo, mas sim sobre conforto compartilhado.” – Quem gosta de se exibir se achando mais que os outros é um ser humano desprezível.
“Uma mesa bonita nunca substitui a boa etiqueta.” – Quantos sabem como ninguém elaborar uma mesa, mas não sabe nem um pouco se comportar?
“Etiqueta é a arte de tornar a vida em sociedade mais leve.” – Como é bom poder tratar os outros bem e viver e conviver bem com todos.
“Saber ouvir com atenção vale mais do que qualquer manual de regras.” – Eis uma das regras mais promissoras: saber ouvir.
“Seu direito e sua liberdade terminam onde começa o espaço do outro.” – Quantos querem ocupar o espaço bem além do seu?
“Corrigir alguém com sutileza e rapidez evita constrangimentos maiores.” – Ninguém deve ser ridicularizado por não saber se comportar em determinado lugar e muito menos ser humilhado.
“Educação se retribui com consideração e gestos de carinho.” – Os pequenos gestos podem conter mais educação do que quando se que ensinar sem ter o dom ou o jeito.
Grandes “mestres da etiqueta” já falaram sobre o tema com maestria e puderam dar verdadeiras aulas sobre como exercer melhor essas regrinhas nada supérfluas, mas essenciais para o melhor conviver com o próximo. Quantos passam cada vexame desnecessários porque não querem seguir regras e fazem simplesmente o que bem entendem?
Coco Chanel, cujo nome de batismo era Gabrielle Bonheur Chanel (1883–1971), foi uma estilista francesa lendária e fundadora da grife homônima. Ela revolucionou a moda no século XX ao libertar as mulheres dos espartilhos e introduzir um estilo focado no conforto, na elegância prática e no minimalismo chique.
Deixou ensinos antológicos em frases que se perpetuam até hoje: “A moda passa, o estilo permanece”. Uma grande verdade porque ninguém ode viver escravo de uma moda que vem e vai. E um outro ensino marcante: “Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher”. E como revolucionou a moda esse olhar tão expressivo a respeito do vestir da mulher em seu estilo peculiar que deve estar ligado não somente à moda, mas no seu pessoal, já que ninguém irá sentir-se bem num vestido que cause mal.
A estilista francesa arrematou, quando disse: “Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe”. A verdadeira elegância e etiqueta vêm do respeito, da educação e dos valores de cada um.
E, assim, devemos seguir essas regras de etiqueta para o nosso próprio bem e de todos de nossa convivência.
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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.











































