Delação de Vorcaro pode travar se ele não devolver bilhões desviados; entenda
- Jornal Daki

- há 12 horas
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Negociações com PGR e PF esbarram em valores exigidos para pagamento de multas e devolução de recursos; estimativas apontam impacto de até R$ 60 bilhões

As tratativas para um acordo de delação envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enfrentam obstáculos na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal. O principal entrave são os valores cobrados para multas e devolução de recursos desviados, que podem chegar a bilhões.
Estimativas indicam que operações ligadas à venda de carteiras ao Banco Regional de Brasília (BRB) teriam impacto de cerca de R$ 12,2 bilhões, mas há avaliações que apontam valores ainda maiores, podendo alcançar R$ 60 bilhões. Para avançar no acordo, Vorcaro precisaria demonstrar capacidade de pagamento compatível.
Interlocutores relatam que acordos de delação costumam avançar até a fase financeira, quando surgem dificuldades. Casos anteriores, como os da Odebrecht, Andrade Gutierrez e J&F, travaram na discussão sobre valores. No caso de Vorcaro, há uma diferença relevante: a possível responsabilização direta sobre seus recursos pessoais. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e avaliações indicam que ele teria que arcar individualmente com os custos.
A negociação depende da definição final dos valores pelas autoridades e da capacidade de pagamento apresentada. Caso não haja consenso, o acordo pode não ser firmado. “Se as autoridades cobrarem algo que ele não pode pagar, não haverá acordo”, resumiu um empresário que já participou de delações.
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