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Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão judicial a Monique

4 de jun.
2 min de leitura

Ex-vereador foi sentenciado a mais de 43 anos de prisão. Mãe do menino de 4 anos teve homicídio desclassificado para culposo e recebeu o benefício


Jairinho com advogada/Foto: Agência Brasil
Jairinho com advogada/Foto: Agência Brasil

O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021.


Jairinho foi condenado por homicídio qualificado (com agravantes de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), com aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos, além de tortura e coação no curso do processo.


A juíza Elizabeth Machado Louro descreveu o crime como de “rara e desmesurada covardia” e afirmou que o condenado possui “personalidade insidiosa, capaz de simular gentileza para esconder uma natureza truculenta e de extrema periculosidade”. Ele deverá cumprir a pena em regime fechado e pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.


Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve sua acusação de homicídio intencional desclassificada para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e foi condenada pelo crime de tortura por omissão. A juíza aplicou o perdão judicial, justificando que Monique já sofreu um castigo severo. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade” e o “massacre nas redes sociais”, afirmando que a ré foi alvo de uma perseguição implacável.


Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção, pena considerada extinta por já ter cumprido prisão preventiva. O julgamento, que durou 11 dias e é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense, chegou ao fim por volta da 1h43.


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