O amor está no ar, no mar e na terra
- Jornal Daki
- há 52 minutos
- 2 min de leitura
Por Rofa Rogério Araújo

Na passagem de mais um Dia dos Namorados, em 12 de junho, data essa que foi criada no Basil para fins comerciais do que para o seu objetivo proposto no nome, o que é necessário é celebrar o amor, de verdade.
Dizem que, em muitas ocasiões observada, “o amor está no ar” para quem quiser inspirar e respirar toda sua essência, desde que seja para lado do bem, da paixão, e não àquele doentio e possessivo que até “mata pelo suposto amor”.
O “amor está no mar”, com o simbolismo das ondas que vem e vão, mais fortes e mais fracas, que derrubam ou só faz marolinha. Em águas mais quentes e mais frias que podem levar às câimbras de tanta frieza ou relaxamento pela temperatura mais quentinha.
O “amor está na terra”, por toda parte em que vamos levando tudo conosco, já que é no coração que ele se apresenta e dispara com mais intensidade ou não. Tudo pode ser inesperado, imprevisível e não contadinho e sempre da mesma forma, sem surpresas, chegando a um tédio que pode levar a sua ruína e destruição.
Na passagem bíblica de Colossenses 3.14, diz: “...revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição”. E não é verdade que o amor pode unir dois seres ou mais em coletividade, de tal forma que se torna uma espécie de “cimento” que junta, une e prende, da melhor forma a não se desprender de qualquer maneira? Se o ser humano é imperfeito, nada melhor que o amor para trazer mais perfeição para sua vida!
O poeta Carlos Drummond de Andrade, afirmou, categoricamente: “O Dia dos Namorados para mim é todo dia. Não tenho dias marcados para te amar.”. Deveria ser uma regra, não é mesmo?
Agostinho, teólogo, disse: “A medida do amor é amar sem medida”. E como podemos medir o amor se ele não tem medidas? Ele deve ser único, individual, entre o que um sente que se junta ao que o outro sente e, unidos, irão viver o amor, completando-se.
E tem frases românticas ditas por aí afora que nos levam à reflexão: “Amar você é sentir o coração bater mais forte, o mundo girar mais leve e os sonhos florescerem”. O amor pode isso e muito mais. Basta que seja permitido sua ação e deixar-se levar por ele, desde que não haja exageros e passe a ser uma certa doença, com em alguns casos que temos visto no mundo afora, já que a emoção também não pode superar a ação irracional.
Então, “o amor está no ar, no mar e na terra”, literal ou emocionalmente falando, podendo levar dois seres a uma vida bem unida por esse “cimento” que liga e não deixa separar, para uma construção de uma vida que seja um castelo seguro e não de cartas que logo cai e é destruído.
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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.











































