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Lavanderia do presidente do PL-RJ multiplicou faturamento por 8 sob governo Castro

A Max Clean Lavanderia Industrial recebeu R$ 78,8 milhões do estado entre 2021 e 2026; 80% dos contratos foram firmados sem licitação


Altineu Côrtes/Foto: Câmara dos Deputados
Altineu Côrtes/Foto: Câmara dos Deputados

Uma lavanderia ligada à família do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio de Janeiro e vice-presidente da Câmara dos Deputados, multiplicou seu faturamento durante o governo de Cláudio Castro (PL). A Max Clean Lavanderia Industrial recebeu, entre 2021 e 2026, R$ 78,8 milhões em contratos com o estado, um valor oito vezes superior aos R$ 9,6 milhões recebidos entre 2017 e 2020, quando os governadores foram Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel. As informações são de O Globo.


O salto na média anual foi de R$ 2,4 milhões para R$ 13,13 milhões, um aumento de aproximadamente 450% na receita proveniente de contratos públicos. Segundo o jornal O Globo, 19 dos 23 contratos firmados pela empresa com o governo do estado (cerca de 80%) foram feitos sem licitação.


A Max Clean tem como única sócia Alice Maria Ramos Freitas, uma senhora de 75 anos, tia de Altineu Côrtes. A empresa funciona no mesmo endereço, em São Gonçalo, onde o pai do deputado, também chamado Altineu, mantinha a lavanderia Brasil Sul até seu fechamento em um escândalo de corrupção em 2005. O pai do deputado cheUm funcionário afirmou à reportagem que o local era a “lavanderia do Altineu”.


Altineu Côrtes (pai) foi condenado por fraudes em licitações na área de limpeza hospitalar e cumpriu a maior parte da pena em liberdade. O deputado Altineu Côrtes, que já foi líder da bancada do PL na Cãmara, e desponta como principal fiador da candidatura do deputado e presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), nega qualquer envolvimento com a Max Clean.


“Não tenho nada a ver com essa lavanderia. Me desvencilhei dela em 2001, antes da minha primeira eleição”, declarou.


Os contratos foram firmados com a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro, entidade pública considerada um “feudo” do PP. O maior contrato, firmado em março de 2024, resultou no pagamento de R$ 37,9 milhões após aditivos.


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