Toda a sociedade gonçalense deve agir para pôr fim ao flagelo do feminicídeo
- Jornal Daki
- há 15 minutos
- 2 min de leitura
Por Helcio Albano

Mais uma mulher foi brutalmente assassinada em São Gonçalo. A facadas. Pela dinâmica do crime, tudo indica que foi feminicídeo. Isto é, crime de ódio. Pelo fato da mulher ser morta na condição de mulher por seu companheiro ou pretendente a sê-lo, como no caso da Alana.
Esta é a motivação que está no cerne da lei do feminicídio.
Um homicídio qualificado que dobra a pena dos que tentam ou chegam a consumar o crime, que pode dar 40 anos de reclusão se considerados todos os agravantes tipificados na lei.
Aqui está o busílis da questão que vem mobilizando a defesa desses covardes assassinos que metem na Justiça "um foi mal, ele tava doidão" pra aliviar a barra de seus clientes. É legítimo, pois não se deve criminalizar a advocacia. Mas os movimentos em defesa das mulheres já perceberam essa estratégia e abriram mais um flanco de luta, que é pressionar o juízo a não cair nessa esparrela. E São Gonçalo está na vanguarda disso.
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Em 15 de abril manifestantes foram pra porta do Fórum no Colubandê na audiência que ouviu o agressor da Alana que, orientado, disse à juíza e ao MP que não se "lembrava de nada" do que fez. Estava surtado, sustentou. Está preso, mas o processo corre.
E o mesmo argumento será utilizado pelo assassino de Fernanda Guedes que, não satisfeito em matá-la, ainda tirou foto do corpo desfalecido banhado de sangue pra dar um recado a outra mulher, sua ex: a próxima será você.
Surto mesmo desse flagelo de feminicídio vive São Gonçalo. Os motivos são muitos. Mas o poder público está inerte. Então cabe a sociedade - sob a liderança das mulheres - agir contra essa monstruosidade.
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O Fórum Popular de Mulheres de São Gonçalo (Fopmusg) convocou uma manifestação em frente à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) para a próxima terça-feira (9), às 18h por justiça a fernanda e pelo devido enquadramento na lei do feminicídio do seu assassino.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.












































