Fazenda sobe previsão da inflação para 4,5% e mantém PIB em 2,3%
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Fazenda sobe previsão da inflação para 4,5% e mantém PIB em 2,3%

Mudança na projeção é associada à alta nos preços do petróleo no mercado internacional por causa da guerra no Oriente Médio

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou, nesta segunda-feira (18/5), para cima a projeção da inflação em 2026. A previsão passou de 3,7% para 4,5%, que é o teto da meta. A expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%.

A elevação na expectativa do índice de inflação é atribuída pela SPE à alta nos preços do petróleo no mercado internacional, decorrente da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel.


A última previsão da SPE para a inflação foi divulgada em 13 de março deste ano, quando o índice foi revisado de 3,6% para 3,7%. As informações constam do Boletim Macrofiscal da SPE.


“A cotação média do petróleo estimada para 2026 subiu de US$ 73,09 para US$ 91,25 por barril, uma alta de aproximadamente 25%”, diz trecho do documento.


Em 2025, a inflação fechou em 4,26% e o acumulado de 12 meses até abril está em 4,39%. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O mercado considera nas previsões que a inflação vai estourar o teto da meta (4,5%) em 2026. O Boletim Focus, consolidado pelo Banco Central (BC) nesta segunda mostra que os analistas de mercado projetam índice de 4,92% ao fim de 2026.


A SPE considera que as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta nos preços dos combustíveis, excluindo-se a última delas, referente à gasolina, resultam em uma redução na inflação em 0,3 ponto percentual. Ou seja, não fossem essas medidas, o índice seria superior a 4,5%, estourando o teto da meta.


Sobre o risco de estouro do teto da meta, uma vez que a projeção apresentada já é o teto, a secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirma que os números vão depender da continuidade dos efeitos da elevação nos preços do petróleo.

“Temos aí o choque do ponto de vista do impacto direto, que foi o somado, mas é óbvio que a gente tem que acompanhar, monitorar o efeito de segunda ordem, que ainda não é muito claro”, sinalizou Freire.


A SPE projeta que a inflação de 2027 deve ficar em 3,5%. O número situa-se entre o centro (3%) e o teto da meta (3,5%). Com isto, a inflação deve se encaixar na meta, pelas previsões oficiais, apenas em 2028, ficando em 3%.


Todas as estimativas da SPE foram realizadas considerando o preço médio de US$ 91,2 para o barril do petróleo tipo brent – que é referência no mercado internacional. Nesta segunda, o item ultrapassava os US$ 110 na cotação de mercado. Antes da guerra, o item oscilava perto dos US$ 70.

*Com informações Metrópoles

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