Instituto Albatroz resgata pinguins em praias de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo (RJ)
- Jornal Daki
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Inverno marca a temporada dos simpáticos visitantes. População deve acionar o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800 ao avistar os animais na faixa de areia

O Instituto Albatroz, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em parte da Região dos Lagos (RJ), já resgatou 20 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início da temporada, em meados de junho. As aves estavam encalhadas nas areias de praias de Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo e foram levadas para o Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) da instituição, em Araruama. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama. Ao avistar pinguins nas areias das praias da região, a população deve acionar o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 991 4800.
Entre os meses de junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães estão em migração. Eles partem da Patagônia em busca de alimento e águas mais quentes. Durante este período, muitos animais acabam encalhados nas areias das praias da nossa região devido ao cansaço extremo ou doenças. Fracos e debilitados, chegam também com muito frio (hipotérmicos), necessitando de cuidados adequados.
Caso encontrem esses animais na faixa de areia, vivos ou mortos, os banhistas devem acionar imediatamente o PMP-BC/ES através do telefone 0800 991 4800. A mesma atitude deve ser adotada ao avistar tartarugas marinhas, outras espécies de aves marinhas e mamíferos marinhos nas areias das praias.
É importante ressaltar que, ao encontrar um pinguim na areia, não se deve tentar devolvê-lo ao mar, alimentá-lo ou tocá-lo. “Não os coloque em recipientes com água ou gelo, pois eles já estão sofrendo com o frio. É fundamental ressaltar a importância de não tirar fotos com animais encontrados na natureza, especialmente aqueles que estão feridos ou debilitados. Esses animais já estão experienciando altos níveis de medo e ansiedade, e manipulá-los para fotos pode, não apenas intensificar essas sensações, como também agravar quaisquer ferimentos que possam ter”, ressalta a médica veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg.
Caso os animais estejam nadando, a orientação para os banhistas é de não se aproximarem, uma vez que o animal pode estar descansando e se alimentando. Ou, ainda, tentando sair da água.
*Com informações OSG
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