Polícia prende advogada argentina acusada de injúria racial contra funcionários de bar em Ipanema
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Polícia prende advogada argentina acusada de injúria racial contra funcionários de bar em Ipanema

Agostina Paez, de 29 anos, foi encontrada em Vargem Pequena

Foto: divulgação
Foto: divulgação

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (6), a argentina Agostina Paez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul. Ela foi encontrada em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste.

Nesta quinta-feira (5), a Justiça do Rio a tornou ré pelo crime e decretou a sua prisão preventiva. A mulher, que é advogada, cumpria algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, permanência obrigatória no Brasil, além de ter tido o passaporte apreendido.


Segundo as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de "negro".


Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e a chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

As ofensas racistas continuaram mesmo após a advogada deixar o estabelecimento. Na calçada em frente, a turista proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários.


As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas depois de análise das imagens de câmeras de segurança. Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências com rigor técnico, ouviram testemunhas e reuniram provas que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e indiciá-la.


O crime de injúria racial prevê pena de prisão de dois a cinco anos.

*Com informações O Dia

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