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Mulim constroi 1 teatro ao preço de 7. E não é conta de mentiroso, ou é?


Teatro inaugurado no Rio, maior que o gonçalense, custou 2 milhões de reais. Ou Mulim se explica, ou vai passar recibo de ser, no mínimo, irresponsável


No dia 19 de maio matéria do jornal O Globo anunciava a inauguração do teatro construído pela Fundação Cesgranrio dentro de seu campus, localizado no bairro Rio Comprido, Rio de Janeiro. Segundo o jornal carioca, “com investimento de R$ 2 milhões, o teatro foi construído ao longo de um ano e meio e conta com projeto do arquiteto Jorge Delmas e consultoria do cenógrafo José Dias, especializado em espaços teatrais. A sala tem área de 275 metros quadrados e capacidade de 300 lugares, com poltronas distribuídas entre a plateia e um balcão superior. O espaço conta com foyer, café-teatro, toaletes, coxia e camarim, e antes de ser transformado em teatro era um auditório com 90 lugares”.

O presidente da Fundação Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa, além de anunciar que o espaço será capaz de receber da melhor forma possível produções diversas, e com todos os equipamentos necessários, disse que o teatro tem estrutura completa de sonorização e iluminação, além de palco com porão, urdimento e ribaltas aéreas, além de 19 varas elétricas e de cenário. A isso soma-se uma equipe de técnicos de palco, luz e som contratada pela casa, parte de uma estratégia de oferecer “ao menor custo possível um espaço profissional para jovens produtores e artistas”. Tudo isso por 2 milhões de reais feito com profissionais do mais alto gabarito do escritório do badaladíssimo arquiteto Jorge Delmas.

Em São Gonçalo, um teatro estruturalmente similar, porém com capacidade menor, para 260 pessoas, está sendo construído num terreno dentro da prefeitura por 14 milhões de reais, portanto, 7 vezes o valor do teatro construído pela Fundação Cesgranrio, entregue ao público no dia 20 de maio. A pergunta óbvia é: por que toda essa diferença de valores?

O vereador Alexandre Gomes, responsável por ter protocolado requerimento de informações ao Ministério Público em fevereiro sobre os detalhes das obras do teatro gonçalense, não tem dúvidas: superfaturamento. “O que era uma desconfiança ficou escancarado agora. Nem que o prefeito construísse um prédio dessas dimensões e capacidade banhado a ouro sairia a esse valor. Espero que seja aberto um inquérito civil com embargo imediato da obra. Tá na cara que é superfaturado”, disse Gomes.

As obras, que ainda estão no início, tem previsão de término em julho.

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