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Boas vindas ao ano letivo 2023

Por Edir Tereza dos Reis & Graciane Volotão


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Mais um ano letivo que se inicia com presença dos alunos a partir de 06 de fevereiro de 2023. Em São Gonçalo, tivemos nos dias 01 e 02 de fevereiro dias de “formação” para professores, uma ótima iniciativa do Centro de Formação Municipal – CREFCOM, que infelizmente abrange pouquíssimos profissionais da rede agraciados com a vaga. Então os dias de formação que deveriam ser para todos, terminam sendo para alguns. E lá vamos nós atrás (não ao lado) da almejada qualidade na educação em 2023.


A agenda 30, que trata dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável – ODS, por mais que seja trabalhada nas escolas, ainda não foi assimilada por nossas autoridades – em 07 de fevereiro no estado do Rio de Janeiro quase todos os municípios foram atingidos por fortes chuvas que causaram desabamentos, mortes e muitos acidentes de carros.



E nós, professores, como os demais trabalhadores, em seus carros nas ruas alagadas ou nas imensas filas à espera do transporte coletivo que em muitos casos não chegou, por serem poucos para a demanda e também pelas estradas estarem intransitáveis – Ficamos todos com os olhos esbugalhados e o coração acelerado frente à natureza e a incapacidade dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano, porque este fato se repete a cada temporal.


E no dia 08 de fevereiro, pasmem – aula normal em todos os turnos. Professores que chegaram em casa às 3 horas da manhã, já na escola às 7 horas para receber os alunos com o costumeiro sorriso nos lábios, na espectativa de mais um dia de insegurança devido às condições de (in)sustentabilidade do Rio de Janeiro.



Mas estamos lá, com toda resiliência do mundo, ainda acreditando numa educação holística que possibilite ao aluno a cidadania ativa capaz de transformar esse estado de coisas que não tem nada de natural.


E com o espírito resiliente, agregamos o discurso da companheira Graciane Volotão já publicado em suas redes sociais – “Educação de qualidade é sim: tempo, valorização profissional, estrutura, materiais disponíveis para estudantes e profissionais.


Mas também é participação da sociedade, acompanhamento pedagógico, controle social do dinheiro público e currículo que atenda ao indivíduo em sua integralidade.


É você participando e cobrando o melhor para a sua comunidade, independente de ter ou não alguém do seu afeto trabalhando ou estudando.


Somos nós unindo forças, criatividade, amor e indignação para mudar a realidade das escolas brasileiras por uma educação que garanta justiça social.


Feliz retorno!


Bom ano letivo de 2023!”


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Edir Tereza dos Reis é Orientadora Pedagógica (PMDC), Supervisora Educacional (PMSG), Psicopedagoga, especialista em Neurociências, membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna "Daki da Educação", publicada às sextas.


Graciane Volotão é Pedagoga, professora supervisora educacional, servidora pública e doutoranda em educação na UFF e membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna “Daki da Educação”, publicada às sextas.