Polilaminina: o que é substância que viralizou após paciente voltar a andar
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Polilaminina: o que é substância que viralizou após paciente voltar a andar


Bruno Drummon sofreu um acidente com lesão medular aguda e fez uso de polilaminina. Foto: Reprodução
Bruno Drummon sofreu um acidente com lesão medular aguda e fez uso de polilaminina. Foto: Reprodução

A polilaminina, uma substância criada em laboratório, tem viralizado nas redes sociais após uma recuperação impressionante de um paciente que voltou a andar após sofrer uma lesão medular. Ela foi desenvolvida pela cientista Tatiana Sampaio (UFRJ), que utilizou a polilaminina em pesquisas para tratar lesões medulares agudas.


O medicamento, derivado da laminina, proteína essencial no desenvolvimento embrionário e no sistema nervoso, promete promover a regeneração dos nervos rompidos após uma lesão na medula espinhal, mas sua eficácia ainda está em estudo.


O uso da polilaminina tem gerado tanto entusiasmo quanto cautela. Em um estudo preliminar com oito pacientes, alguns apresentaram recuperação, enquanto outros não mostraram grandes melhorias. No entanto, os dados ainda não passaram por uma revisão por pares, o que significa que as conclusões ainda não são definitivas.


Tatiana, que lidera a pesquisa, apontou que, embora os resultados sejam promissores, a substância ainda está longe de ser considerada uma medicação pronta para o uso, argumentando que o tratamento precisa passar por mais testes para provar sua eficácia e segurança.


Uma das questões mais discutidas em torno da polilaminina é a diferença no tipo de lesão medular. Especialistas explicam que até 30% dos pacientes com lesão aguda podem ter algum grau de recuperação espontânea, o que torna difícil atribuir os resultados à substância isoladamente.


Especialistas alertam para as expectativas emocionais dos pacientes, pois é preciso entender que a recuperação depende de uma série de fatores, como a gravidade da lesão e a rapidez no tratamento, o que torna a substância mais um fator de proteção, ao invés de um tratamento milagroso.


Embora o estudo ainda não tenha a revisão de pares, a polilaminina já está sendo utilizada em pacientes que pediram o uso da substância por meio de ações judiciais, dado o caráter urgente do tratamento para lesões agudas.


O laboratório Cristália, que trabalha com a polilaminina, informou que cerca de 40 ações judiciais foram movidas e 19 pacientes já receberam a substância, mas esses tratamentos não estão sendo realizados dentro de um protocolo de pesquisa formal. O medicamento, por enquanto, é entregue de forma gratuita, já que ainda não foi regulamentado.


Rogério Almeida, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento no Cristália, explicou que a substância está em fase de pesquisa, mas os resultados obtidos até agora com os pacientes em tratamento mostram uma taxa de evolução de 75%, muito maior do que a taxa de 30% de recuperação natural que ocorre em lesões medulares agudas.


Via DCM.


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