Ciro Nogueira é alvo de buscas em operação da PF sobre o caso Master
- Jornal Daki
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Senador é suspeito de receber pagamentos de R$ 300 mil a R$ 500 mil para beneficiar o banqueiro Daniel Vorcaro no Congresso. 5ª fase da Operação Compliance Zero cumpre mandados no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e DF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro do governo Bolsonaro, é um dos alvos. A PF cumpre mandado de busca e apreensão em seus endereços.
A nova etapa investiga corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O senador é suspeito de receber pagamentos que começaram em R$ 300 mil e chegaram a R$ 500 mil para beneficiar o banqueiro Daniel Vorcaro no Congresso. Os valores eram repassados por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, preso preventivamente.
São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em quatro estados. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, que também determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 18,85 milhões. A operação mira pela primeira vez o núcleo político suspeito de envolvimento com os crimes relacionados ao banco.
A apuração avançou após investigadores encontrarem, no celular de Vorcaro, diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa identificada apenas como Ciro. O parlamentar negou proximidade e disse não ter recebido valores.
Nas mensagens, Vorcaro se refere ao senador como um grande amigo de vida e comemora uma iniciativa legislativa de Ciro que beneficiava o Banco Master.
A mensagem é de 13 de agosto de 2024, data da apresentação de uma emenda do senador à PEC da autonomia do Banco Central. A proposta previa ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão, vista como uma das primeiras digitais de favorecimento ao Master no Congresso.
Fases anteriores da operação investigaram corrupção de servidores do BC e prenderam o ex-presidente do BRB.
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