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Colômbia, Chile e México reduziram jornada de trabalho na última década

Enquanto a Argentina de Javier Milei ampliou a carga horária para até 12 horas diárias, outros países da região aprovaram leis para diminuir o tempo dedicado ao trabalho, sem redução salarial


Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

A proposta de redução da jornada e do fim da escala 6x1 pode colocar o Brasil ao lado da Colômbia, do Chile e do México na lista de países latino-americanos que diminuíram o tempo dedicado ao trabalho na última década. De acordo com a Agência Brasil, a Argentina de Javier Milei foi na direção oposta e passou a permitir jornadas de até 12 horas diárias. As informações são da Agência Brasil.


Na Colômbia, a redução de 48 para 42 horas semanais foi promulgada em julho de 2021, com aval do empresariado e sem grandes reações no congresso. O processo foi gradual: em 2023 a jornada caiu para 47 horas semanais, e somente em julho de 2026 deve chegar às 42 horas.


O colombiano Sebastián Granda Henao, professor da UFGD, explicou que a direita colombiana tentava dar uma resposta à revolta social de 2019 e acompanhar as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O professor da Unicamp, José Dari Krein, acrescenta que a Colômbia era um ponto fora da curva por ainda permitir jornadas de 48 horas.


No México, a redução das atuais 48 horas semanais para 40 horas foi promulgada em março de 2026. A lei começa a ser aplicada em janeiro de 2027, de forma gradual, até chegar às 40 horas semanais em 2030. O professor Daniel Enrico Martuscelli, da UFU, afirma que a popularidade do governo de Claudia Sheinbaum, com taxa de aprovação entre 70% e 80%, permitiu avançar na reforma com limitada reação dos setores empresariais.


No Chile, a redução da jornada de 45 para 40 horas semanais foi sancionada em abril de 2023. A lei prevê redução gradual, sem redução salarial. Em 2024 a jornada foi para 44 horas, em abril de 2026 baixou para 42 horas, e a meta de 40 horas deve ser atingida em 2028.


O professor José Dari Krein, da Unicamp, destaca que a medida é um dos efeitos da revolta social chilena de 2019. A eleição de Gabriel Boric, em dezembro de 2021, foi resultado dessa mobilização, e a lei passou no congresso graças a uma coalizão progressista, com grande adesão popular e pressão dos movimentos sociais.


Leia matéria completa na Agência Brasil aqui.


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