Segurança Presente integrava ciranda de indicações políticas da Alerj
- Jornal Daki
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Abertura de bases do programa de segurança estava associada a pedidos de deputados estaduais, revelam registros oficiais. Governo interino promete auditoria e transferência da gestão para a Polícia Militar

Documentos do sistema eletrônico do governo do Rio de Janeiro indicam que a expansão do programa Segurança Presente estava associada a demandas de parlamentares. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e se soma a uma decisão do governador em exercício, Ricardo Couto, de transferir a gestão do projeto para a Polícia Militar e determinar uma auditoria sobre sua execução.
Antes da mudança administrativa, a Secretaria de Governo planejava a abertura de 28 novas bases até o fim do ano, ampliando a presença do programa, que atualmente conta com 985 policiais militares e 1.037 agentes civis, com orçamento estimado em R$ 385 milhões. A documentação oficial aponta que dez dessas novas unidades, previstas para 2026, aparecem vinculadas a nomes de deputados estaduais.
O deputado Anderson Moraes é citado em quatro localidades: Belford Roxo, Barra Olímpica, Vila Valqueire e Cabo Frio. Destas, apenas a base da Zona Sudoeste já foi inaugurada.
O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, teria solicitado uma unidade em Alcântara, em São Gonçalo. Já os deputados Thiago Gagliasso, Índia Armelau e Filippe Poubel aparecem relacionados a pedidos em diferentes áreas da capital e do interior.
Douglas Ruas afirmou que a demanda é antiga dos moradores e negou indicação política. Anderson Moraes também declarou ser contra a orquestração política da segurança pública. Thiago Gagliasso disse que suas solicitações foram baseadas em demandas populares e que nenhuma delas foi atendida, afastando qualquer influência.
A transferência do programa para a Polícia Militar marca uma mudança estrutural. Até então sob responsabilidade da Secretaria de Governo, a iniciativa passará a ser conduzida pela Diretoria-Geral de Programas da corporação.
O governo estadual prevê a publicação de um decreto para definir os critérios de avaliação de desempenho e produtividade. Paralelamente, segue em andamento uma auditoria em contratos do programa, incluindo serviços de locação de contêineres.
A promessa do governo interino é que a expansão passe a seguir indicadores objetivos de criminalidade, reduzindo a influência de interesses locais.
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