Governo quer implementação imediata do fim da escala 6×1, diz Marinho
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Governo quer implementação imediata do fim da escala 6×1, diz Marinho

Ministro do Trabalho afirmou que palavra final sobre transição é do Congresso, mas defendeu proposta do governo de redução da jornada

Foto: Reprodução
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse, nesta quarta-feira (6/5), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a implementação imediata do fim da escala 6×1, mas afirmou que as regras de transição serão definidas pelo Congresso.

Marinho participa da primeira audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer reduzir a jornada de trabalho. Um dos principais pontos discutidos são as regras de transição.

A PEC original, apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG), estipula que a legislação passará a valer 10 anos após a publicação, enquanto a mais recente, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), entra em vigor um ano.


Ambas PECs estipulam uma redução de jornada para 36 horas semanais e um teto de 8 horas diárias sem redução salarial.


Além das emendas constitucionais, o governo Lula enviou um projeto de lei com urgência constitucional em que estipula uma redução da jornada para 40 horas semanais e dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata após a publicação.

*Para Marinho, porém, “o que importa é a decisão que o Congresso vai tomar”.

“O governo propõe a redução imediata para 40 horas semanais sem redução do salário e o fim da escala 6×1. Evidente que esse é um processo de debate de escuta em que o Parlamento vai tomar a decisão final”, afirmou.


O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB,) defende que as reduções de horas de trabalho sejam feitas por PEC e estipulou que o fim da escala 6×1 deva chegar ao plenário em 27 de maio.


Para a relatoria, Motta escolheu Leo Prates (Republicanos-PB), que será responsável por determinar as regras de transição para as novas regras trabalhistas.

*Com informações O Dia

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