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Lula 'manda a letra' pra esquerda acordar antes que seja tarde

Por Helcio Albano

Lula e Alckmin em visita a Volkswagen que anunciou investimentos no Brasil/Foto: Ricardo Stuckert
Lula e Alckmin em visita a Volkswagen que anunciou investimentos no Brasil/Foto: Ricardo Stuckert

No final do ano passado Lula avisou que ia se dedicar 100% do seu tempo a fazer política, dentro do Brasil. Como sabemos, a missão do "homi" em 2023 foi recuperar nossa imagem no exterior destruída pela besta. E conseguiu! Em forma de investimentos diretos e indiretos da gringa que já somam 40 bilhões de dólares. Cifra atingida nessa semana, com anúncio das montadoras BYD, GM e Volkswagen de colocar grana nova no Brasil.


Agora Lula acerta algumas contas por aqui, a começar pelo PT, que levou alguns puxões de orelha do presidente ainda em dezembro, no Congresso do partido em Brasília. O recado foi claro: "Ou voltamos a conversar com o povo nas periferias, ou vamos levar uma surra da direita nas eleições municipais". E no meio desse povo está principalmente o evangélico, hoje refratário em grande parte à esquerda e ao PT, em particular.


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Num evento com Tarcisio de Freitas, em Santos, e no ato de retorno da Marta ao seu ninho, em São Paulo (o que já são um recado em si), Lula foi didático ao mostrar que não se faz política com o fígado, ao mesmo tempo em que mandou a letra: o cara pra ser candidatar tem que ser uma "liderança real", independente de ser preto, mulher ou lgbt, detonando o identitarismo que parece ter sequestrado parte das pautas da esquerda e dos movimentos sociais ligados à classe média e à Universidade.


O homem que elevou a política ao estado da arte, é hoje âncora e farol das forças que se contrapõem ao extremismo da direita, que deve ser isolada com alianças programáticas.


Isso vale para qualquer lugar, especialmente São Gonçalo.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

POLÍTICA