Moradoras do Parque das Águas denunciam conduta violenta de síndico; grupo de mulheres prepara queixa-crime
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Moradoras do Parque das Águas denunciam conduta violenta de síndico; grupo de mulheres prepara queixa-crime

Em meio às denúncias de violência verbal e situações vexatórias, vítimas afirmam que Wilian Mattos já responde a processos na Justiça, inclusive por agressões anteriores


Condominio Parque das Águas em São Gonçalo. Foto/Montagem/Divulgação/Redes Sociais
Condominio Parque das Águas em São Gonçalo. Foto/Montagem/Divulgação/Redes Sociais

No Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta por direitos e respeito, moradoras do Condomínio Parque das Águas, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, denunciam o síndico Wilian Mattos por constrangimento e agressões verbais. Relatos descrevem um ambiente de medo e humilhação nos corredores dos prédios. As informações são do jornal Metropolitano Rio.


Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, desabafou nas redes sociais sobre o episódio mais recente. Segundo ela, foi desrespeitada pelo síndico no corredor de seu prédio e, ao procurar a administração para registrar a queixa, foi tratada como "maluca" na presença de funcionários.


Horas depois, ao retornar para escrever a reclamação no livro de ocorrências, afirma que Wilian a abordou novamente e voltou a ofendê-la diante de outras pessoas.


"Estou muito mal. Até quando nós mulheres vamos permitir um síndico querendo mandar em todos? Acho que estamos pagando caro para conviver com esta situação", declarou a vítima, em áudio enviado à reportagem.


Ouça o áudio.



Diante da recorrência dos episódios, um grupo de moradoras se organizou para levar o caso à Justiça. A intenção é formalizar uma queixa-crime por agressões verbais e tentativa de agressão física, tanto na Justiça comum quanto no Ministério Público.


Outra moradora revelou que Wilian Mattos já tem passagens pela Justiça.


"Ele já foi enquadrado na Lei Maria da Penha e responde a processos na área cível. É só acessar a internet e conferir", afirmou.


De fato, consultas públicas revelam ao menos cinco processos judiciais em nome do síndico, incluindo ações na 8ª Vara Cível de São Gonçalo e registros relacionados à Lei Maria da Penha.


As moradoras também relataram episódios anteriores de violência envolvendo o síndico. Segundo os relatos, Wilian já teria se envolvido em uma briga dentro da academia do condomínio que resultou em ferimentos, agredido a esposa de um vizinho e batido em um idoso, descrito como morador querido por todos.


"Seu histórico é de envolvimento em várias brigas. Acreditamos que, no nosso caso, a punição virá", disse uma das denunciantes, ressalvando que a palavra final cabe à Justiça.


Até o momento da publicação da reportagem, a equipe do Jornal Metropolitano Rio não conseguiu contato com o síndico para comentar as acusações.


O telefone institucional do condomínio não atendeu às ligações.


Medidas legislativas em defesa das mulheres


Em paralelo às denúncias, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) protocolou, nesta semana, um conjunto de propostas para fortalecer a proteção às mulheres. Entre as medidas, destacam-se a criação da CPI do Feminicídio e um pacotão de projetos de lei.


As propostas incluem:


  • Pacto Estadual Contra o Feminicídio (PL 7204/26), da deputada Tia Ju e bancada feminina, que cria um observatório de monitoramento.

  • Vagões femininos 24 horas (PL 7187/26), do deputado Guilherme Delaroli, ampliando a medida que hoje vale apenas em horários de pico.

  • Apoio a vítimas de violência sexual (PL 7196/26), do deputado Rosenverg Reis, garantindo transferência escolar e acompanhamento psicossocial.

  • Suspensão de benefícios a acusados de violência sexual (PL 7205/26), também de Rosenverg Reis.

  • Plataforma de denúncia anônima em escolas (PL 7190/26), do deputado Elton Cristo, com uso de inteligência artificial.

  • Monitoramento eletrônico de agressores (PL 7188/26), do deputado Munir Neto.

  • Dia de Luto e Memória às Vítimas de Feminicídio e capacitação de servidores públicos (Indicação Legislativa 631/26), da deputada Renata Souza.


As iniciativas visam criar uma rede de proteção mais eficaz e coibir a violência de gênero em todo o estado.


Foto/Divulgação/Alerj
Foto/Divulgação/Alerj

Denuncie


Em caso de violência contra a mulher, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 (emergência) ou registrar denúncia pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 100 (Disque Direitos Humanos).


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