Lula é oficialmente candidato com a missão de barrar, de novo, ascensão da extrema direita ao poder
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Lula é oficialmente candidato com a missão de barrar, de novo, ascensão da extrema direita ao poder

Aos 80 anos, petista busca quarto mandato e repete chapa com Alckmin. Convenção da sigla em São Paulo teve discursos de ataques ao bolsonarismo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert

O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A convenção nacional ocorreu no Expo Center Norte, em São Paulo. Aos 80 anos, o petista busca o quarto mandato na Presidência da República, um feito inédito na política brasileira.


O presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou a homologação da chapa por volta das 10h. "Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula", afirmou.


Lula repetiu a composição vencedora de 2022, com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência. O PSB já havia confirmado a candidatura de Alckmin em convenção em Brasília, na quarta-feira (29).


A ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o evento. Ela afirmou que a disputa não coloca "dois democratas" frente a frente e classificou o campo adversário como extrema direita. "É aquele que quer tirar e eliminar direitos já conquistados. Golpista, sempre golpista. E a população está começando a perceber isso", disse Tebet, em referência a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


O PT planejou uma convenção de tom mais discreto, voltada à militância. A legenda quer concentrar o lançamento oficial da campanha em 16 de agosto, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). A expectativa é reunir 30 mil pessoas no ABC paulista.


Lula terá o apoio de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede. A aliança será apresentada como contraste à candidatura de Flávio Bolsonaro, que ainda não anunciou coligações. No sábado, Flávio participou da convenção que oficializou a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição. Em discurso, o senador afirmou que o governo federal boicota o governador paulista e que o país "não aguenta mais quatro anos de PT".


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