Monique culpa Jairinho pela morte de Henry e detalha rotina com padrasto e pai
- Jornal Daki
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No nono dia de julgamento, mãe do menino de 4 anos afirmou pela primeira vez que ex-companheiro foi o responsável direto pelo crime e chamou Leniel Borel de "pai ausente"

Pela primeira vez, Monique Medeiros atribuiu diretamente ao ex-companheiro Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a responsabilidade pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos. “Hoje eu creio que foi o Jairo”, declarou durante seu interrogatório no nono dia do julgamento. O depoimento ocorreu no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Monique disse ter sido dopada por Jairinho na noite do crime, em 8 de março de 2021. Ela afirmou que o ex-vereador lhe deu um comprimido antes de dormir, o que a fez perder a consciência. Ao ser acordada com a informação de que o filho passava mal, encontrou Henry com o corpo gelado e olhar fixo. Jairinho, médico na época, não teria realizado manobras para reanimá-lo.
A ré também relatou episódios de agressão física no relacionamento, incluindo ciúmes e discussões motivadas por mensagens no celular. Ela contou que a convivência entre Henry e o padrasto mudou após um “abraço apertado” relatado pelo pai do menino, Leniel Borel. A criança também teria recebido “banda” e “moca” durante brincadeiras.
Sobre Leniel, Monique o chamou de “bom pai”, mas afirmou que ele era “ausente” e que o filho mantinha maior proximidade com o avô materno. Ela negou ter sido alertada pela babá sobre agressões e disse que nunca deixaria os dois juntos.
Com o fim dos interrogatórios, o julgamento se aproxima da fase de debates e da votação dos jurados, prevista para ocorrer ainda nesta semana.
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