Flávio Bolsonaro atuou por novo tarifaço dos EUA que atinge Pix
- Jornal Daki

- há 6 horas
- 3 min de leitura
Senador confirmou reuniões com a cúpula americana para discutir taxação de produtos brasileiros e justificou risco de retaliação com desconfiança sobre Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia, que manteve reuniões com a cúpula do governo dos Estados Unidos para discutir a aplicação de tarifas comerciais que ameaçam a economia brasileira. O parlamentar admitiu ter tratado diretamente do tema com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Flávio disse ter feito um apelo direto aos líderes americanos: “Nas três reuniões que nós tivemos, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”. O senador justificou o pedido dizendo que o Brasil possui ativos estratégicos, como o agronegócio, o Pix e a tecnologia de etanol, o que permitiria uma negociação “de igual para igual”.
No entanto, ele atribuiu o risco iminente de retaliações à postura diplomática do governo Lula, que, segundo afirmou, teria gerado uma “desconfiança” profunda em Washington. “Eles não confiam no Lula porque o Lula sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas... e sai de lá e vem aqui cantar de galo, fala mal do Trump no Brasil”, declarou.
As declarações ocorrem em meio à conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o funcionamento do Pix, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
O USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Embora produtos estratégicos como carne, café e aeronaves tenham ficado de fora, o impacto sobre a indústria nacional pode ser significativo. As tarifas devem entrar em vigor a partir de julho.
Histórico dos Bolsonaro contra os interesses do Brasil
A seguir, os principais argumentos que fundamentam a associação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, que inclui críticas ao sistema de pagamentos Pix.
Reuniões e pedidos diretos na Casa Branca
Em maio de 2026, o senador viajou a Washington para uma reunião na Casa Branca com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Na ocasião, pediu que os EUA não taxassem empresas brasileiras, tratou de acordos comerciais e discutiu a classificação de facções criminosas como terroristas. O encontro foi intermediado por seu irmão Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA.
Interferência política e crítica ao sistema eleitoral brasileiro
Em março de 2026, Flávio discursou na CPAC, no Texas, e pediu que os EUA aplicassem “pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente” e que as eleições brasileiras sejam baseadas em “valores de origem americana”. A fala foi interpretada como uma tentativa de influenciar o pleito de outubro.
Histórico da família e escalada das tarifas
Em 2025, Trump já havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF. Eduardo Bolsonaro admitiu ter articulado sanções contra o Brasil na época. Agora, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) determinou que uma decisão final sobre as novas tarifas, que também miram o Pix, sai até 15 de julho.
Estratégia do governo Lula
Diante do cenário, o Palácio do Planalto pretende associar diretamente as sanções americanas a Flávio Bolsonaro, atribuindo ao senador a responsabilidade pela guerra comercial, numa tentativa de desgastá-lo politicamente às vésperas da eleição.
Nos siga no BlueSky AQUI.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Entre no nosso grupo do Telegram AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.








































































Comentários