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Flávio Bolsonaro atuou por novo tarifaço dos EUA que atinge Pix

Senador confirmou reuniões com a cúpula americana para discutir taxação de produtos brasileiros e justificou risco de retaliação com desconfiança sobre Lula


Foto na Casa Branca/Reprodução
Foto na Casa Branca/Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia, que manteve reuniões com a cúpula do governo dos Estados Unidos para discutir a aplicação de tarifas comerciais que ameaçam a economia brasileira. O parlamentar admitiu ter tratado diretamente do tema com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.


Flávio disse ter feito um apelo direto aos líderes americanos: “Nas três reuniões que nós tivemos, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”. O senador justificou o pedido dizendo que o Brasil possui ativos estratégicos, como o agronegócio, o Pix e a tecnologia de etanol, o que permitiria uma negociação “de igual para igual”.


No entanto, ele atribuiu o risco iminente de retaliações à postura diplomática do governo Lula, que, segundo afirmou, teria gerado uma “desconfiança” profunda em Washington. “Eles não confiam no Lula porque o Lula sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas... e sai de lá e vem aqui cantar de galo, fala mal do Trump no Brasil”, declarou.


As declarações ocorrem em meio à conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o funcionamento do Pix, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.


O USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Embora produtos estratégicos como carne, café e aeronaves tenham ficado de fora, o impacto sobre a indústria nacional pode ser significativo. As tarifas devem entrar em vigor a partir de julho.


Histórico dos Bolsonaro contra os interesses do Brasil


A seguir, os principais argumentos que fundamentam a associação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, que inclui críticas ao sistema de pagamentos Pix.


Reuniões e pedidos diretos na Casa Branca


Em maio de 2026, o senador viajou a Washington para uma reunião na Casa Branca com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Na ocasião, pediu que os EUA não taxassem empresas brasileiras, tratou de acordos comerciais e discutiu a classificação de facções criminosas como terroristas. O encontro foi intermediado por seu irmão Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA.


Interferência política e crítica ao sistema eleitoral brasileiro


Em março de 2026, Flávio discursou na CPAC, no Texas, e pediu que os EUA aplicassem “pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente” e que as eleições brasileiras sejam baseadas em “valores de origem americana”. A fala foi interpretada como uma tentativa de influenciar o pleito de outubro.


Histórico da família e escalada das tarifas


Em 2025, Trump já havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF. Eduardo Bolsonaro admitiu ter articulado sanções contra o Brasil na época. Agora, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) determinou que uma decisão final sobre as novas tarifas, que também miram o Pix, sai até 15 de julho.


Estratégia do governo Lula


Diante do cenário, o Palácio do Planalto pretende associar diretamente as sanções americanas a Flávio Bolsonaro, atribuindo ao senador a responsabilidade pela guerra comercial, numa tentativa de desgastá-lo politicamente às vésperas da eleição.


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