Mãe de Flávio Bolsonaro é suplente de Márcio Canella ao Senado
- Jornal Daki

- há 39 minutos
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Rogéria Nantes Bolsonaro, primeira esposa de Jair Bolsonaro, é a primeira suplente de Márcio Canella, pré-candidato ao Senado e alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne

A 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7), colocou sob pressão as relações políticas do clã Bolsonaro no Rio de Janeiro. O alvo da vez é o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União-RJ), pré-candidato ao Senado com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A primeira suplente de Canella na chapa é Rogéria Nantes Bolsonaro, primeira esposa de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo.
A escolha foi anunciada pelo próprio Flávio, que alçou Canella à condição de candidato do grupo no Rio. O plano prevê que, caso Canella seja eleito senador e Flávio vença a disputa presidencial, o aliado possa ser deslocado para um ministério, abrindo caminho para Rogéria assumir a cadeira no Senado.
“Minha mãe é candidata a primeira suplente do Márcio Canella, que é nosso pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro. Mãe, te amo”, declarou Flávio à CNN.
Canella, ex-deputado estadual eleito em 2014 pelo PSL, consolidou sua relação com os Bolsonaro na Alerj e nas articulações eleitorais na Baixada Fluminense. A região, que concentra cerca de um quinto dos eleitores do estado, tornou-se estratégica para o clã.
A aproximação se intensificou em 2022, quando Canella permaneceu fiel ao grupo após o então prefeito de Belford Roxo, Waguinho (MDB), romper com Jair Bolsonaro e apoiar Lula. Dois anos depois, com apoio direto de Flávio, Canella venceu a prefeitura de Belford Roxo.
A trajetória de Canella, no entanto, é marcada por ligações com Juracy Alves Prudêncio, o “Jura”, ex-policial militar condenado por liderar a milícia “Somos Comunidade”. Jura atuou no gabinete de Canella e indicou Marcus Amin, outro alvo da operação, para a secretaria da Polícia Civil no governo Cláudio Castro.
Canella também é alvo do Ministério Público por nomear figuras com condenações para cargos municipais, como um ex-vereador condenado por integrar organização paramilitar e outro por extorsão e porte ilegal de arma.
A nova fase da operação amplia o desgaste em torno de Canella e atinge a estratégia eleitoral de Flávio no Rio.
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