Com 93% de leitos Covid ocupados em São Gonçalo, vereador rebate prefeito

Romario Regis (PCdoB) critica condução da pandemia pelo governo Nelson Ruas (PL) e a campanha "Nossa cidade sem lockdown, depende de você!"


Cláudio Figueiras

Romario faz severas críticas ao modelo de combate ao coronavírus implantado pelo prefeito/Foto: Reprodução
Romario faz severas críticas ao modelo de combate ao coronavírus implantado pelo prefeito/Foto: Reprodução

A oferta de leitos de UTI/CTI exclusivas para pacientes Covid-19 em São Gonçalo está estrangulada na rede municipal de saúde. É o que informa Ofício da Subsecretaria de Regulação e Controle da Secretaria de Saúde destinada ao prefeito Nelson Ruas (PL) e publicado em Diário Oficial desta sexta (14).


Dos 57 leitos existentes para pacientes com a doença, 53 estão ocupados. Isto equivale a 93% das instalações nas quatro unidades de referência no município. Das vagas disponíveis, existem apenas duas no Hospital Retaguarda Gonçalense (Menino Deus), uma no Hospital das Freiras (Lagoinha) e a última no Pronto Socorro Infantil destinada à internação de crianças de até 12 anos. O Pronto Socorro Central está com capacidade esgotada.


Ontem São Gonçalo registrou mais 20 mortes, chegando às 2.135 desde o início da pandemia em março de 2020. Outras 214 mortes estão em investigação. Em apenas uma semana, no período de 8 a 15 de maio, foram 91 óbitos. Uma média de 13 mortes por dia, acendendo o sinal de alerta no governo Nelson.


Na quarta (11), a Prefeitura, pressionada pelo aumento de casos, lançou a campanha "Nossa cidade sem lockdown, depende de você!". A iniciativa, segundo informe oficial é "para evitar que o município precise tomar medidas restritivas mais severas", que tem forte oposição de comerciantes e de vereadores da base aliada.


O próprio prefeito abriu a campanha, estrelando um vídeo onde fala da necessidade de conscientização da população em se proteger, se higienizando, usando máscara e evitando aglomerações.

A campanha recebeu críticas do vereador Romario Regis (PCdoB), que elencou em sua página no Facebook o que o governo deveria fazer de concreto para superar a maior crise sanitária da história do Brasil e do município, ao invés de "jogar para a população a responsabilidade de combater a pandemia":

Em 1º de janeiro, dia da posse do capitão reformado da PM como prefeito, São Gonçalo registrava exatamente 1.000 mortes por Covid-19, desde à primeira confirmação de óbito, de um homem de 58 anos, em 31 de março de 2020. Foram necessários 9 meses para a cidade perder 1.000 vidas.


Quatro meses e meio após a posse do capitão, já são 1.135 mortes a mais engrossando o número macabro de 2.135 óbitos. Fora as subnotificações e as mortes por Covid em investigação que, infelizmente, serão confirmadas.








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