Povo larga mão do 'irmaozão' do Vorcaro e Lula se isola na liderança no 1º e 2º turnos, diz pesquisa
- Jornal Daki
- há 2 minutos
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Presidente lidera primeiro turno com 38,5% contra 31,5% do senador; no segundo, vantagem é de 46,5% a 41,4%. Analistas relacionam movimento ao desgaste do caso “Dark Horse”

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento também indica aumento da vantagem do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio à crise envolvendo o caso “Dark Horse” e a relação do filho de Jair Bolsonaro com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, contra 31,5% de Flávio. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 6 de maio, Lula tinha 40%, enquanto Flávio marcava 36%. Em terceiro lugar aparece Ronaldo Caiado (PSD), com 5,5%, seguido por Romeu Zema (Novo) com 2,4% e Renan Santos (Missão) com 2,1%.
No segundo turno, o presidente também aparece à frente: 46,5% contra 41,4% do senador. Na pesquisa anterior, os dois estavam numericamente empatados dentro da margem de erro: Lula tinha 45,3% e Flávio, 44,7%.
A queda de Flávio foi mais forte em grupos estratégicos: entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, o senador perdeu 18,9 pontos; entre os que se identificam como de centro-direita, o recuo foi de 18 pontos; e entre jovens de 16 a 24 anos, a queda chegou a 15,7 pontos.
O analista Dawisson Belém Lopes destacou a rapidez da mudança: “Não consigo me lembrar de mudança de rumo tão significativa desde o derretimento da Marina, em 2014”. A pesquisa também testou Lula contra outros adversários: Michelle Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Tereza Cristina, Joaquim Barbosa e Aécio Neves. As vantagens do petista variam de 6 a 21 pontos percentuais.
A avaliação do governo Lula também melhorou: o percentual de ótimo ou bom passou de 31,5% para 35,6%, e a rejeição ao presidente é de 46,7%, ante 39,8% de Flávio. O levantamento ouviu 1.500 pessoas entre 23 e 27 de maio, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
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