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Poço usado pela milícia para esconder corpos é localizado em Rio das Pedras

Cemitério clandestino era usado por criminosos para ocultar cadáveres de vítimas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) localizaram, na tarde desta quarta-feira (17), um cemitério clandestino usado pela milícia em uma área de mata de Rio das Pedras, Zona Sudoeste. Segundo as investigações, criminosos da região usavam um poço para ocultar cadáveres.

Equipes do Corpo de Bombeiros e peritos da Polícia Civil estão no local para realizar a remoção dos corpos e a perícia da área. Os restos mortais serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro, para identificação das vítimas. Também participam da operação agentes da Seção de Operações com Cães (SOC), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte).


De acordo com a especializada, a investigação sobre o cemitério clandestino teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a desaparecimentos na região.

A descoberta reacendeu a esperança de mães que buscam respostas sobre o paradeiro de seus filhos desaparecidos há cerca de dois meses. Renata Palhares, mãe de Ryan Palhares Lo, 24 anos, afirmou que já havia recebido uma denúncia anônima indicando que o corpo do filho poderia estar no local encontrado nesta quarta-feira e repassou a informação à Polícia Civil.


Ryan está desaparecido desde 20 de abril deste ano, quando foi visto pela última vez em Rio das Pedras. Segundo a mãe, o jovem morava com a mulher e os três filhos no bairro da Freguesia. Na noite do desaparecimento, ele saiu do trabalho, na Barra da Tijuca, e pegou um ônibus acompanhado de um amigo que mora em Rio das Pedras. Ryan teria descido no bairro para fazer um lanche e, desde então, não foi mais visto.

A mãe de Luan Victor Bento Barbosa, 15, também recebeu a notícia na tarde desta quarta-feira. Luan está desaparecido desde 19 de abril, em Rio das Pedras. Segundo a mãe, o adolescente passou o dia com o pai na região da Freguesia, onde também estuda. Ao anoitecer, o pai o chamou para ir embora, mas ele decidiu permanecer por mais tempo jogando bola com amigos.


Por volta das 21h, Luan enviou uma mensagem informando que estava a caminho de casa, em Rio das Pedras, mas nunca chegou ao destino. Esse foi o último contato com a família. Uma das últimas localizações registradas pelo celular do adolescente foi na Rua Aldeia de Matos, dentro da comunidade. Horas depois, o aparelho emitiu seu último sinal na Rua Dama da Noite, também em Rio das Pedras. A família acredita que o chip do telefone tenha sido retirado.

*Com informações O Dia

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