Rodovia do medo: o avanço dos roubos de carro e a rota da fuga na BR-101 em São Gonçalo
- Jornal Daki

- há 1 dia
- 2 min de leitura
Dados da PRF apontaram salto de 24 para 52 casos em dezembro de 2025; dinâmica dos crimes envolve a fuga rápida para áreas sob controle armado

A BR-101, especialmente no trecho que corta São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, voltou a ser palco de uma escalada de violência que impõe pânico diário a motoristas e passageiros. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) obtidos pelo site mostram que os roubos de veículos na rodovia quase dobraram em um mês: saltaram de 24 ocorrências em novembro de 2025 para 52 em dezembro do mesmo ano. Em janeiro deste ano, os casos recuaram para 42, mas ainda se mantiveram em patamar elevado. As informações são de Agenda do Poder.
A dinâmica dos crimes é tão rápida quanto violenta. Relatos de vítimas e autoridades descrevem abordagens cada vez mais ostensivas, com grupos armados que aproveitam a geografia local para agir e desaparecer em questão de minutos. A BR-101 é margeada por comunidades como Jardim Catarina e o Complexo do Salgueiro, que funcionam como rotas de fuga imediatas para os criminosos.
O porta-voz da PRF, José Hélio, explica que os assaltantes se adaptam rapidamente à fiscalização, alterando horários e modos de operação conforme o policiamento é intensificado.
O pesadelo vivido por uma família no dia 5 de fevereiro ilustra a rotina de terror. Uma mãe que seguia com o marido e a nora para comemorar o aniversário do filho na Região dos Lagos foi interceptada por dois SUVs nas proximidades do Shopping São Gonçalo. Os criminosos, cerca de dez homens armados com fuzis, efetuaram disparos, agrediram as vítimas e roubaram o carro zero-quilômetro da família, junto com pertences e documentos.
A violência não se limita aos roubos. Em 21 de fevereiro, Alan Nascimento, de 38 anos, voltava do trabalho com dois colegas quando foram abordados por assaltantes na altura do Porto do Rosa. Forçados a atravessar o carro na pista, o grupo foi surpreendido por uma viatura da polícia que se aproximava atirando. Ao tentar deixar o veículo, Alan foi atingido nas costas e morreu. A família, que aguarda respostas, contesta a versão policial de confronto.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o problema é complexo e exige mais que policiamento ostensivo. Carolina Grillo, da UFF, destaca a necessidade de investigar as redes de receptação que sustentam o crime.
Já o advogado Marcos Espínola reforça que a apuração é dificultada pela fragmentação entre as esferas federal, estadual e municipal, essencial para mapear a rota completa dos criminosos.
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