Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e governo Lula fala em romper com Alcolumbre
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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e governo Lula fala em romper com Alcolumbre

Atualizado: há 6 dias

Por 42 votos contrários a 34 favoráveis, indicado para vaga de Barroso é o primeiro a ser barrado pelo Senado desde 1894; Planalto avalia que presidente da Casa trabalhou ativamente contra a aprovação


Jorge Messias. Foto: Reprodução/AGU
Jorge Messias. Foto: Reprodução/AGU


O plenário do Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis, a primeira derrota de um indicado à Corte em mais de 130 anos. Antes, apenas cinco indicações foram derrubadas, todas em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto..


Messias foi indicado pelo presidente Lula em novembro do ano passado para substituir Luís Roberto Barroso, aposentado antecipadamente. A mensagem oficial só foi enviada ao Senado em abril, após meses de tensão pela preferência declarada do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.


Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 16 votos a 11, foi derrotado no plenário em votação secreta que durou pouco mais de sete minutos..


A derrota histórica abriu uma crise entre Lula e Alcolumbre. No Planalto, a avaliação é de rompimento definitivo com o senador, apontado como o principal articulador da rejeição. Auxiliares de Lula já defendiam antes mesmo do resultado que Alcolumbre “deverá sofrer” pelo movimento contra o governo.


Entre as medidas em discussão estão a demissão de todos os indicados do senador no governo federal e uma ofensiva eleitoral para enfraquecer seus aliados no Amapá nas eleições de outubro. O clima entre petistas é de que não há mais espaço para conciliação.


Com a rejeição, a indicação foi arquivada. Lula terá que enviar um novo nome para ser sabatinado e votado pelos senadores. Messias era a terceira indicação do governo ao Supremo neste mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino terem sido aprovados anteriormente.


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