A Rua da Caminhada foi a maior vítima do MUVI
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A Rua da Caminhada foi a maior vítima do MUVI

Por Helcio Albano


Ainda uma promessa/Foto: Divulgação
Ainda uma promessa/Foto: Divulgação

O MUVI deu ruim. Pelo menos no trecho Paraíso-Camarão.


A obra, que prometeu integrar e arborizar a cidade, não fez nem uma coisa, nem outra. E, nesse trecho em particular, matou a vida noturna, social e econômica da então "Rua da Caminhada" (Jaime Figueiredo), que começava atrás do Publix e ia até a antiga estação da Oi (Telerj).


Durante as obras, nove de dez empreendimentos fecharam. Os que bravamente resistiram, tiveram até 90% de queda no faturamento.


O endividamento foi inevitável pro negócio seguir vivo. Porque acreditava-se que o sacrifício valeria a pena. Dada a tal promessa de revitalização da região que tornaria o então mais badalado corredor gastronômico e de lazer da cidade ainda mais pujante. Que nada! Só decepção. E falências.


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O MUVI não foi um erro de concepção. Foi uma escolha consciente pelo automóvel em detrimento das pessoas e das atividades há muito estabelecidas ao longo da via férrea desativada. Um processo que se deu lentamente e que foi arrancado de lá assim como suas árvores centenárias: sem critérios, sem cuidados. Sem consultar os interessados que vivem no território.


Vê-se aqui e ali novos empreendimentos surgindo no lado direito da pista sentido Centro, onde fica a ciclovia. No lado esquerdo, o comércio praticamente morreu.


O que fechou, não reabriu. E novos empreendimentos ou faliram ou andam mal das pernas. Vítimas do desenho de engenharia de tráfego do MUVI que segregou o espaço, privilegiando apenas um dos lados da via.


Tudo, ao fim, são escolhas.


E não fomos convidados a opinar sobre o MUVI.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

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