Acabou o circo: parlamentares rejeitam relatório bolsonarista na CPMI do INSS
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Acabou o circo: parlamentares rejeitam relatório bolsonarista na CPMI do INSS

Votação derrubou documento de Alfredo Gaspar (PL-AL) por 19 a 12; relatório alternativo que citava Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro não foi analisado


Foto: reprodução
Foto: reprodução

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O documento foi derrubado por 19 votos a 12, encerrando os trabalhos do colegiado sem a aprovação de um parecer oficial.


O relatório rejeitado previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o banqueiro Daniel Vorcaro e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O texto pedia a prisão preventiva de Lulinha, sob alegação de “indícios concretos de evasão”, citando sua saída do Brasil durante a Operação Sem Desconto. O empresário vive atualmente em Madri e retornou ao país no final do ano passado.


Parlamentares governistas tentaram apresentar um parecer alternativo, que previa o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento sustentava que o ex-presidente seria “o chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados”, com crimes de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa.


O senador Flávio aparecia citado por organização criminosa. A proposta, no entanto, não foi analisada antes do encerramento da sessão.


A reunião começou às 9h44 de sexta (27) e foi encerrada às 1h14 de sábado. Com o fim do prazo para funcionamento da comissão, o colegiado encerra suas atividades sem um documento final aprovado. O material produzido será encaminhado a órgãos de fiscalização, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).



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