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No Rio, Lula elogia Ricardo Couto e critica a Alerj: “Se a Assembleia indicasse alguém viria um miliciano”

Presidente fez discurso duro durante evento na Fiocruz e prometeu apoio federal para ações de segurança pública no estado

Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste sábado (23) um duro discurso sobre a crise política e de segurança pública no Rio de Janeiro durante evento na Fundação Oswaldo Cruz, na capital fluminense.

Ao lado do governador em exercício Ricardo Couto, Lula afirmou que a principal missão da atual gestão é combater o crime organizado e responsabilizar políticos ligados a práticas criminosas. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fiocruz.


Ricardo Couto é desembargador e presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Ele assumiu o governo estadual em março de 2026 após a renúncia do então governador Cláudio Castro, seguindo a linha sucessória prevista pela Constituição estadual.


Recado duro ao governo do Rio

Durante o discurso, Lula afirmou que a população não espera grandes obras da atual gestão, mas sim ações efetivas contra o crime organizado e grupos milicianos. “Ninguém tá esperando que você faça um viaduto, uma ponte, uma praia artificial”, declarou o presidente.


Em seguida, Lula subiu o tom ao afirmar que Ricardo Couto deve concentrar esforços em responsabilizar antigos grupos políticos que comandaram o estado. “Sabe o que as pessoas esperam de você? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram este estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, disse.


O presidente também afirmou que o Rio de Janeiro não pode continuar associado à violência e ao domínio de grupos criminosos. “O Rio é a cidade mais famosa do mundo e não é possível que seja tomada pelo crime organizado”, declarou.

Crise política e sucessão


Lula também comentou a crise política que antecedeu a chegada de Ricardo Couto ao Palácio Guanabara. O presidente relembrou as tentativas do grupo político ligado a Cláudio Castro de realizar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para definir o sucessor do governador, movimento posteriormente barrado pela Justiça.

“Se a Assembleia indicasse, ia vir o mesmo, ia vir um miliciano”, afirmou. Lula disse ainda que Ricardo Couto tem a oportunidade de promover mudanças em poucos meses de governo.

“Aproveite estes seis meses que você tem, faça o que muita gente não fez em 10 anos neste estado”, declarou. O petista também fez referência indireta a experiências anteriores de magistrados no comando do governo fluminense.


“Você precisa honrar o Poder Judiciário e mostrar que é possível consertar o Rio de Janeiro”, disse.


Segurança pública e apoio federal

Durante o evento, Lula prometeu apoio do governo federal ao Rio de Janeiro na área de segurança pública. O presidente citou a nova legislação de enfrentamento às facções criminosas e voltou a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública.


Segundo Lula, a medida depende da aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição que amplia a participação da União nas políticas de segurança pública.


O texto está parado no Congresso, e o presidente afirmou que vem conversando com Davi Alcolumbre para acelerar a tramitação da proposta.

*Com informações Agenda do Poder

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