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Caso dos royalties tem tudo pra ser o escândalo do século - por Helcio Albano


Foto: Divulgação
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Mais uma vez é da imprensa paulista a notícia do ano que muito interessa aos gonçalenses: "Advogados, prefeitos e deputada negociaram liberação de royalties", manchetou o UOL no sábado (17), em matéria do Estadão Conteúdo, que revela o que pode ser apenas a ponta de um iceberg de tenebrosas transações entre prefeituras e o esgoto de Brasília, utilizando-se da melhor das tecnologias brazucas que criamos em pouco mais de 500 anos de história: o tráfico de influência.



A reportagem traz um cipoal de nomes e conexões pra lá de perigosas que um leitor desatento pode deixar passar batido. Mas eu te ajudo: prefeituras de olho nos bilhões dos royalties do petróleo contrataram uma entidade obscura e investigada (Nupec) que possui uma banca invejável de advogados. Não necessariamente pelo talento dos causídicos, que cobram 20% de honorários, mas por suas relações de parentesco com juízes de tribunais onde justamente tramitam os processos.



E se não bastassem as relações consanguíneas de Juízo, entram pesado as políticas também, com pelo menos duas figuras de alta estirpe nomeadas pelo bozo (PL) na presidência da ANP e no STJ este ano. Foi com o presidente da ANP, Claudio Souza, que foi realizada a tal reunião de liberação de R$ meio bihão em Brasília com o prefeito capitão Nelson (PL), bancada da Nupec e a deputada Clarissa Garotinho (Pros), oficialmente apoiada pela famiglia ao Senado em detrimento de Romario (PL).


O deputado Altineu Côrtes (PL), embora confirmado, não participou da reunião. Gato escaldado tem medo de água fria? Tem.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.




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