'Não podemos nos conformar com homens matando mulheres', diz Lula em pronunciamento no 8 de Março
- Jornal Daki
- há 2 horas
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Presidente destaca recorde de feminicídios no país – quatro mortes por dia – e anuncia medidas como mutirão para prender mais de 2 mil agressores e defesa do fim da escala 6x1

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na véspera do Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta contundente sobre a violência de gênero no Brasil. "A cada seis horas, um homem mata uma mulher. Não podemos nos conformar", afirmou.
Lula lembrou que, mesmo com penas de até 40 anos para feminicídio, os assassinatos de mulheres bateram recorde em 2025, chegando à média de quatro por dia. A maioria das agressões, segundo ele, acontece dentro de casa, "no ambiente que deveria ser de proteção".
O presidente anunciou ações do Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário. A primeira medida é um mutirão do Ministério da Justiça em parceria com os estados para prender mais de 2 mil agressores que estão em liberdade. "Violência contra a mulher não é questão privada. É crime. E vamos, sim, meter a colher", declarou.
Lula também defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, que obriga a seis dias de trabalho por um de descanso, destacando seu impacto sobre as mulheres, especialmente as que enfrentam dupla jornada. "Está na hora de acabar com isso. Significará mais tempo com a família, para estudar, descansar e viver", disse.
O presidente lembrou ainda a entrada em vigor, em 17 de março, do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que obriga plataformas a prevenir riscos a menores. Novas medidas contra o assédio online serão anunciadas ainda em março.
"O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para trabalhar, empreender e prosperar", concluiu.
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