Decisão dos EUA que classifica facções como terroristas entra em vigor
- Jornal Daki
- há 3 minutos
- 2 min de leitura
Medida pode impactar economia brasileira e é criticada pelo governo, que vê risco de interferência externa sob justificativa de combate ao crime

Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo Donald Trump que classifica facções criminosas do Brasil, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas estrangeiras. A medida, anunciada em 28 de maio, pode ter consequências econômicas e geopolíticas para o país.
O governo brasileiro criticou a classificação, argumentando que abre margem para que os Estados Unidos interfiram em assuntos internos sob o pretexto de combater o terrorismo. Para o Planalto, o combate ao crime deve ser feito por meio da cooperação internacional, respeitando a soberania de cada país. Especialistas consultados pela Agência Brasil afirmam que a tentativa de limitar a soberania nacional pode servir de pretexto para futuras intervenções estrangeiras diretas.
A decisão também pode prejudicar a economia brasileira, com impactos sobre turismo, investimentos, comércio exterior e sistema financeiro. Quatro dias após o anúncio, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendou tarifas de 25% sobre importações do Brasil, citando supostas práticas comerciais desleais e criticando o sistema de pagamentos Pix.
O governo Trump também anunciou tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 países, incluindo o Brasil, alegando falhas no combate ao trabalho forçado — justificativa contestada pelo Itamaraty, que aponta medidas protecionistas unilaterais. O Brasil afirma que poderá recorrer à Lei de Reciprocidade para adotar contramedidas comerciais.
A classificação de facções como terroristas insere-se em uma estratégia mais ampla dos EUA, que já designou organizações criminosas de México, Venezuela, Equador e Colômbia. Em março, Washington formou a coalizão Escudo das Américas com 12 países latino-americanos, visando combater o narcotráfico e afastar a influência de adversários geopolíticos como China e Rússia.
Nos siga no BlueSky AQUI.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Entre no nosso grupo do Telegram AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.












































