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Governo Lula nega vistos a funcionários do Departamento de Estado dos EUA

Decisão foi tomada após o governo identificar conexão entre a missão americana e a campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro


Foto: reprodução
Foto: reprodução

O governo brasileiro negou o pedido de visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para conversar com autoridades eleitorais. A informação foi confirmada por fontes oficiais em Brasília à coluna de Janaína Figueiredo, do UOL.


Riley M. Barnes, secretário-adjunto, e Samuel Samson, subsecretário-adjunto, haviam formalizado o pedido de visto oficial em 20 de julho. No final da semana, o governo americano foi informado da decisão negativa.


Segundo as fontes consultadas, a avaliação do Planalto é que existia uma clara conexão entre a visita dos enviados do Departamento de Estado e os recentes movimentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para desacreditar a lisura do processo eleitoral brasileiro. A reunião do candidato do PL com embaixadores em Brasília, na qual criticou o sistema eleitoral, foi citada como parte dessa estratégia.


O governo brasileiro identificou o que considera uma operação para atacar o sistema eleitoral, nos moldes do que fez o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora com o apoio do governo do presidente americano, Donald Trump. Após o pedido de visto, o governo americano fez sondagens para conversar com autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também cogitou um encontro dos enviados com o próprio Flávio Bolsonaro.


Diante desse cenário, o governo decidiu negar os vistos rapidamente, por considerar que a missão tinha o objetivo de reforçar a campanha de questionamento do processo eleitoral brasileiro. A decisão ocorre em meio à oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro, que contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, em São Paulo.


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