Justiça quebra sigilo de Edir Macedo em operação contra o Banco Digimais
- Jornal Daki
- há 1 hora
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Fundador da Igreja Universal tem sigilos bancário e fiscal revelados; bloqueio de bens ultrapassa R$ 670 milhões

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem contra um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, além de outros 17 alvos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra nove alvos em São Paulo. Edir Macedo não está na lista porque reside no exterior.
A investigação apura a manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do banco. A PF afirma que as manobras buscavam criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização e viabilizar operações consideradas irregulares.
A decisão judicial autorizou o sequestro e o bloqueio de bens de Edir Macedo e dos demais alvos. O valor supera R$ 670 milhões, correspondente ao ganho patrimonial atribuído à suposta fraude.
Os mandados de busca e apreensão têm como alvos executivos e empresas ligadas ao banco, como Marcelo de Lima Brasil, Rodrigo Ruggero, o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A quebra de sigilo fiscal também alcança fundos de investimento e outras empresas citadas.
Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operação de crédito vedada. A apuração segue com a análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas com as quebras de sigilo.
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