Le Pen critica ataque dos EUA à Venezuela: 'Perigo mortal para a humanidade'
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Le Pen critica ataque dos EUA à Venezuela: 'Perigo mortal para a humanidade'


Marine Le Pen, líder do partido francês de extrema-direita. Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters
Marine Le Pen, líder do partido francês de extrema-direita. Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen repudiou os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (03). A manifestação ocorreu por meio de uma nota divulgada na rede social x, na qual a política criticou a ofensiva militar norte-americana.


Presidente do partido Frente Nacional, Le Pen se posicionou contra a ação mesmo afirmando que existem motivos para condenar o governo de Nicolás Maduro. Para ela, a intervenção externa viola princípios fundamentais do direito internacional.


Em sua declaração, a política afirmou que a soberania nacional não pode ser relativizada. “A soberania dos Estados nunca é negociável, independentemente do seu tamanho, do seu poder ou do continente em que se encontram”, escreveu. Segundo Le Pen, esse princípio é “inviolável e sagrado”.


A política francesa também alertou para as consequências de abrir mão desse conceito. De acordo com a nota, “renunciar a esse princípio equivale a aceitar nossa própria servidão”, além de representar “um perigo mortal” para a humanidade.


Le Pen declarou ainda que a solução para a crise venezuelana deve partir da população do país. “Resta-nos apenas esperar que a palavra seja devolvida o mais rápido possível ao povo venezuelano”, afirmou. Para ela, cabe aos cidadãos venezuelanos definir de forma soberana e livre o futuro que desejam para a nação


Conhecida por posições antissemitas e por discursos contrários à imigração, a líder da extrema-direita adotou uma postura distinta de outras figuras do mesmo espectro político. Lideranças semelhantes em diferentes países comemoraram publicamente a ação militar dos Estados Unidos.


Os ataques ocorreram em meio a declarações de Donald Trump, que afirmou que a ofensiva integra um plano de combate ao narcotráfico. A justificativa foi apresentada pelo governo norte-americano após o bombardeio.


Especialistas, no entanto, avaliam que a operação também envolve interesses estratégicos dos Estados Unidos no petróleo venezuelano. A Venezuela possui uma das maiores reservas da commodity no mundo, fator que amplia a dimensão geopolítica do conflito.


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