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Mataram Cici

Por Helcio Albano

Cici Maldonado/Foto: Reprodução Facebook
Cici Maldonado/Foto: Reprodução Facebook

Mataram Cici. Em sua casa. À rua Cel. Francisco Lima, no Gradim. Dois tiros. Não se sabe exatamente em quais circunstâncias. Se tentativa de assalto ou execução. O fato é que, o vereador, dado a frases enigmáticas e embates firmes contra adversários, publicou nesta segunda (6) em letras garrafais no seu perfil no Facebook: "Obrigado meu Deus pelo privilégio da vida e pela alegria de mais um dia".


Cici, um conservador convicto, quadro histórico do PL de São Gonçalo, que trafegava entre o controverso e o folclórico - e que nos últimos anos carregou nas tintas do bolsonarismo -, quis muito ser vereador. Bateu na trave algumas vezes na suplência. Conseguindo, finalmente, ser eleito em 2020, numa condição privilegiada de ter sido um dos artífices da aliança vitoriosa com o Avante, que levou o capitão à cadeira branca da Feliciano Sodré, 100.


Chegou a ser líder do governo, mas "meteu um atestado" pra sair e se dedicar integralmente à sua base eleitoral, no perímetro que engloba Porto Velho, Madama, Gradim, Paraíso e Porto Novo.



Era figura quase onipresente nas ruas e faturava bem em cima das obras da Prefeitura, que rendeu-lhe algumas cotoveladas com outro vereador da região. Pavimentava (literalmente) o chão para voos mais altos, mas findou-se tanto a alegria quanto a vida, dele arrancada pela chaga da violência.


Cici, tantas vezes figura central de meus artigos cobrindo o cotidiano político da cidade, era um homem bom. E amava verdadeiramente a sua gente. Seu corpo não tombaria em outro lugar que não fosse São Gonçalo.


Minha solidariedade aos familiares.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.




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