No Peru, em campo a supremacia que realmente importa
- Jornal Daki
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Por Helcio Albano

Ontem (29), dois clubes brasileiros fizeram a final da Copa Conmebol Libetadores em Lima (Peru). Em jogo, não só a supremacia futebolística na América do Sul, mas também a financeira no Brasil.
Segundo o UOL, o time que levantou a taça no estádio Monumental U, do Universitario de Deportes, na capital peruana, deve fechar 2025 com receita próxima de R$ 2 bilhões. Enquanto o vice deve movimentar algo em torno de R$ 1,5 bi este ano.
Apenas um outro clube frequenta, de acordo com o site Sports Value, o exclusivíssimo "clube do bilhão", o Corinthians (R$ 1,2 bi). Daí pra baixo, começa o abismo: São Paulo (R$ 731,9 mi), Fluminense (684,2), Atlético‑MG -SAF (657,0), Athletico‑PR (572,8), Internacional (516,8), Grêmio (509,4), Vasco da Gama-SAF (473,8). Pra ficar apenas entre os 10 primeiros.
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É a espanholização do futebol brasileiro, meus amigos! O triunfo da financeirização do modelo de negócios do esporte bretão no país, simbolizado justamente nos dois times que entraram em campo no Peru. É um fenômeno que só se aprofunda.
Senão, vejamos: nos últimos 10 anos Real Madrid e Barcelona se revezaram no topo em seus países. Com Atlético de Madrid furando a hegemonia da dupla apenas na temporada 2020–21.
No Brasil, apenas Atlético-MG (2021) e Botafogo (2024) foram "penetras" no clube do bilhão. A tendência é isso ocorrer cada vez menos até virar uma exceção.
O Corinthians, em crise braba, que abra o olho.
A desigualdade financeira brutal gera desigualdade esportiva insustentável no ecossistema futebolístico brasileiro. Por que não trazer pra cá a experiência de equidade da NBA?
Ah, esqueci! A gente só traz coisa do ruim do Tio Sam...
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.


















































