Operação da Polícia Civil do Rio mira grupo criminoso envolvido em furto de petróleo da Transpetro
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Operação da Polícia Civil do Rio mira grupo criminoso envolvido em furto de petróleo da Transpetro

Os agentes estão nas ruas para prender 13 pessoas envolvidas na quadrilha; O prejuízo estimado ultrapassa R$ 5,8 milhões

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Policiais civis da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) deflagraram, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime”, contra uma organização criminosa envolvida no furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro.

A ofensiva busca cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. A ação acontece em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, sete criminosos foram presos.


A operação tem como objetivo capturar os principais integrantes da organização criminosa e apreender provas materiais e documentais do esquema, além de garantir a interrupção imediata das atividades ilegais. De acordo com as investigações, o grupo possui uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual, focado na prática reiterada de subtração ilícita de petróleo de oleodutos.

O modus operandi identificado pela investigação demonstrou a existência de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e, assim, era concretizado o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o insumo era comercializado mediante a notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas.


Ainda conforme apurado pela unidade, foram comprovadas tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática.

Durante as diligências investigativas, foi identificado que o núcleo operacional da organização criminosa também foi escolhido de forma estratégica. O endereço é situado em uma fazenda no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local, inclusive, pertence a uma família de contraventores, o que demonstrou a dificuldade de fiscalização na localidade.


Após diversos trabalhos de inteligência, como coleta de depoimentos, arrecadação de provas materiais e análise de documentação, agentes conseguiram comprovar o crime e identificar os indivíduos responsáveis pelo esquema. Segundo os policiais, os investigados também constam como réus em outros processos.


A operação busca inibir o crime, que não se restringe ao aspecto patrimonial, uma vez que a perfuração indevida de oleodutos representa risco concreto ao meio ambiente, pode causar vazamentos de grandes proporções, contaminação de corpos hídricos e ameaça direta à segurança de populações inteiras.

*Com informações OSG

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