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Pacheco deve frear no Senado 'PL dos estupradores'

Atitude é uma forma de barrar sanha da bancada evangélica em instalar um estado teocrático no Brasil

Créditos: Agência Senado (Waldemir Barreto) - Presidente do Senado tomou decisão que favorece a base governista
Créditos: Agência Senado (Waldemir Barreto) - Presidente do Senado tomou decisão que favorece a base governista

Fórum - O presidente do Senado da República, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desafiou de maneira clara e inequívoca o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na noite desta quinta-feira (13) ao tratar sobre o PL 1904, uma iniciativa medieval patrocinada pela bancada evangélica bolsonarista que pretende colocar na cadeia por 20 anos mulheres que realizarem um aborto legal com mais de 22 semanas de gestação, equiparando a prática ao crime de homicídio.


Lira liberou a pauta em caráter e urgência, na quarta-feira (12), sem qualquer debate com as comissões da Casa e com a sociedade civil, como um tema deste tipo merecer, e como é sempre feito, por tradição democrática.


Pacheco “colocou água na sopa” do parlamentar alagoana que dirige a Câmara e avisou que o PL 1904 “não é prioridade”, que se um dia fora analisado no Senado passará pelas comissões, e ouvirá senadoras, e que “há diferença evidente entre um aborto, que já é crime, e matar alguém”.


“Eu devo dizer que, com matéria dessa natureza, jamais, por exemplo, iria direto ao plenário do Senado Federal. Ela deve ser submetida às comissões próprias. É muito importante ouvir, inclusive, as mulheres do Senado, que são legítimas representantes das mulheres brasileiras, para saber qual é a posição delas em relação a isso... Aborto é considerado um crime doloso contra a vida. Está lá no Código Penal e ele é naturalmente diferente do homicídio. Há uma diferença evidente entre matar alguém”, disparou o presidente do Senado, num tom claro de confrontação às posturas ultrarreacionárias de Lira e seu flerte com os setores do fanatismo evangélico.


Nesta quinta, o assunto explodiu nas redes sociais, na imprensa e na sociedade. O tema foi parar nos termos mais utilizados em diferentes redes sociais e milhares de mulheres foram às ruas de várias cidades brasileiras protestar contra uma das maiores ameaças aos seus direitos já perpetradas na História do Brasil.


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