Paes celebra apoio de Romário, critica Cláudio Castro e elege segurança como maior desafio
- Jornal Daki

- há 2 horas
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Candidato do PSD ao governo do Rio afirma que aliança com senador é antiga, coloca segurança pública no centro da campanha e diz que experiência administrativa será uma das marcas de sua candidatura

Eduardo Paes (PSD) iniciou oficialmente neste domingo (16) sua campanha ao governo do Rio de Janeiro colocando a segurança pública no centro do discurso e comemorando o apoio do senador Romário, que deixou o PL na última semana. Depois de participar de uma missa na Igreja da Penha, na Zona Norte da capital, o candidato afirmou que pretende apresentar sua experiência administrativa como alternativa para o estado e classificou o combate à violência como seu “principal desafio”.
Ao falar sobre Romário, Paes disse que recebeu o apoio “com muita alegria” e procurou afastar a ideia de que a aproximação seja uma novidade desta eleição. “Ele tem sido um aliado constante em todas as minhas disputas majoritárias desde 2012. Quem se surpreende com esse apoio desconhece a nossa relação de admiração recíproca e a sinceridade com que ele acompanha meu trabalho”, afirmou.
O candidato também elevou o tom contra o grupo político que comandou o governo estadual nos últimos anos. Paes lembrou que foi derrotado por Wilson Witzel em 2018 e relacionou aquela gestão à administração posterior de Cláudio Castro. “O candidato dele foi preso por ligações do Comando Vermelho. O governo deles teve de quatro a cinco secretários presos por ligações com o crime organizado. O crime organizado estava dentro do Palácio Guanabara e da Alerj”, afirmou.
Paes também direcionou críticas a Cláudio Castro (PL), que desistiu da disputa ao Senado depois de ser alvo de operação da PF e ser condenado à inelegibilidade pelo TSE.
“A gente precisa reconstruir um estado que foi destruído por um grupo de pessoas que está aí há oito anos, que quer agora continuar, surgem como se não tivessem nenhuma responsabilidade com aquilo que foi feito ao longo dos últimos anos”, declarou.
Ao projetar uma eventual gestão, Paes evitou prometer soluções imediatas e voltou a destacar sua experiência de quatro mandatos como prefeito da capital.
“Não prometo milagres, pois sei que a reconstrução do Rio de Janeiro exige trabalho árduo e tempo”, disse.
A campanha começou com uma agenda religiosa: católico, Paes participou de missa na Igreja da Penha e depois visitou o Monte Sinai, em Duque de Caxias, ao lado da candidata a vice-governadora, Jane Reis, que é evangélica.
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