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Secretário de Saúde diz não poder fazer nada contra 'forasteiros' que tomam vacina em São Gonçalo

Por Rodrigo Melo

André Vargas/Foto: Divulgação

Tudo indica que São Gonçalo perdeu a mão no planejamento de vacinação de sua própria população contra a Covid-19.


Diante de denúncias confirmadas de pessoas de cidades vizinhas, e até das regiões Serrana e dos Lagos, que procuram o município para se vacinar, o secretário de Saúde, André Vargas, disse hoje (4) nada poder fazer contra isso, já que a vacinação é nacional, tendo que atender indistintamente quem procura os imunizantes disponíveis nos postos do município, desde que estejam dentro dos critérios de imunização que, em São Gonçalo, não exigem comprovante de residência ou de trabalho no município.


Segundo diretrizes fornecidas pela Secretaria de Saúde, podem se vacinar qualquer pessoa idosa acima de 90 anos e profissionais da saúde além de médicos e enfermeiros, como nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da Educação Física, médicos veterinários, técnicos e auxiliares de enfermagem, auxiliares e técnicos de saúde bucal.


Esses profissionais forasteiros, que aliás têm promovido verdadeiras aglomerações nos postos de vacinação, precisam apresentar apenas carteira de identidade e registro profissional.


É o trem da alegria, literalmente, que o município primo pobre lhes proporciona.

Foto tirada ontem (3/2) na Clínica da Família Dr. Zerbini, no Arsenal/Foto: Divulgação

Vargas, que diz seguir à risca as determinações do Ministério da Saúde em relação aos grupos prioritários que devem receber as vacinas contra covid-19, dentro do Plano Nacional de Imunização, alerta, por sua vez, que o número de doses destinadas ao município é calculado para atender ao público-alvo residente em São Gonçalo.


Segundo o secretário, que pode a qualquer momento corrigir essa distorção com novas diretrizes de vacinação que incluam comprovante de residência ou de trabalho em São Gonçalo, se a vacina acabar, acabou.


Depois criticam os professores da rede municipal de ensino por que não vão voltar à sala de aula enquanto todos não forem vacinados...


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