Pra onde vai São Gonçalo?
- Jornal Daki

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Por Helcio Albano

Escrevi outro dia da dificuldade de se obter dados atuais consolidados da Economia de São Gonçalo. O quantitativo local de bens e serviços gerais vive num limbo, numa sombra interpretativa.
Os dados até existem, dispersos em gavetas institucionais, mas nem a prefeitura nem universidades, institutos ou associações empresariais os transformam em informação pública acessível à sociedade.
O que temos são dados genéricos aqui e ali de tempos em tempos como o IBGE e o Caged, que cobre o balanço setorial do emprego dos municípios brasileiros.
A quem interessa esse apagão de informações, que são fundamentais pra planejarmos presente e futuro? Parece uma pergunta retórica, mas não é. Esse é um tema pra mim muito caro.
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No início dos anos 2000, um grupo de professores e estudantes da FFP-UERJ e ativistas da sociedade civil organizada já identificava esse problema. Foi criado, então, um movimento de uma nova instituição superior voltada pra São Gonçalo - e outros municípios do leste fluminense - nos moldes do que a UFF é pra Niterói.
Seria criada a UNILESTE, autônoma da UERJ, que além dos cursos de licenciatura, avançaria nos bacharelados de pesquisa e extensão que auxiliariam o poder público, principalmente com quadros técnicos de sua administração.
A morte do então diretor da FFP, Cláudio Barbosa, foi um baque pro movimento, mas a ideia continua viva e ainda mais necessária. Pois não dá pra saber pra onde irá São Gonçalo sem o "GPS" do conhecimento sobre o território.
Pensar a cidade é saber o que ela é.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.














































































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